Sérgio Gonçalves discursou no Congresso do PS Açores
e desafiou o seu homólogo, Vasco Cordeiro. para a realização de umas jornadas
entre os dois partidos, ainda este ano.
O líder do PS-Madeira fez uma intervenção no XVIII congresso regional do
PS Açores, realizado durante o fim de semana na ilha do Faia e sublinhou os aspectos em que as duas estruturas
partidárias convergem e são consensuais.
Aplicar às Regiões Autónomas as mesmas
regras de equilíbrio orçamental e limite à dívida que o Estado tem com as
instâncias europeias; alargar a capacidade de ajustar o sistema fiscal nacional
às especificidades das duas Regiões e assegurar as transferências do Estado e
do fundo de coesão de modo a mitigar os sobrecustos de insularidade.
"Todas estas razões são mais do
que suficientes para aprofundarmos o diálogo e a cooperação entre o PS Açores e
o PS Madeira”, afirmou Sérgio Gonçalves.
O líder do PS-M apresentou o quadro político da Madeira, a região do país com a mais alta taxa de
desemprego no primeiro trimestre do ano, com 7,5%, quando nos Açores é de 6,6%
e a nível nacional 5,9%. A Madeira é a região do país com
o mais baixo poder de compra e a mais elevada taxa de risco de pobreza e
exclusão social.
“Um em cada três madeirenses vivem em risco de pobreza, e
mesmo tendo em conta a população empregada é um em cada cinco madeirenses,
resultado das políticas do PSD que governa a Madeira há 46 anos e que tem
deixado marcas não desenvolvendo a região de forma adequada nem fazendo uso
correto dos recursos que dispõe.”
O presidente do PS Madeira destacou o que considera serem opções erradas
do Governo Regional o que aconteceu com o desenho do Plano de Recuperação e
Resiliência Regional. “A utilização dos mesmos 5% do total de dotação nacional
foi feita com opções bem diferentes daquelas que foram defendidas e
implementadas nos Açores por parte de um governo então do PS.”

