Foi hoje celebrado um protocolo de cooperação entre a Fundação para a
Ciência e Tecnologia (FCT) e a EMACOM, que visa promover a utilização de fibra
óptica para fins de investigação, nomeadamente nas áreas da sismologia, da
vulcanologia, da ecologia marinha e das condições oceânicas.

O secretário regional de Equipamentos e Infraestruturas, Pedro Fino, disse que "através deste protocolo a EMACOM compromete-se a ceder os
direitos de utilização da fibra óptica para todo o equipamento de suporte às experiências
científicas a realizar no âmbito do projecto e da sua ligação à Rede Ciência,
Tecnologia e Sociedade, cuja gestão e operação ficará a cargo da FCT, através
da sua unidade de Computação Científica Nacional (FCCN)".

Por outro lado, a Fundação para a Ciência e Tecnologia junta ainda a esta responsabilidade o compromisso de assegurar o acesso ao GeoLab, por parte da comunidade de investigação e ensino, numa parceria que pretende aproveitar as potencialidades humanas e tecnológicas, através da partilha de recursos tecnológicos nas áreas da investigação e conetividade, nomeadamente através do recurso ao sistema do cabo submarino".
— Pedro Fino

Na oportunidade, o governante recordou que, em 2018, "a Região, através da EEM e EMACOM,
contratualizou com o Grupo ELLALINK, uma derivação do cabo de fibra óptica até à
Madeira, constituindo esta uma nova ligação submarina ao continente
português".

Essa ligação ficou concluída em 2021 e correspondeu a um investimento do Governo Regional de 15 milhões de euros. Com a celebração deste protocolo, o Governo Regional começa a ver materializado um dos seus objectivos, de criar um ambiente favorável para o desenvolvimento de um HUB tecnológico de investigação e inovação, atraindo empresas estrangeiras para a nossa Região".
— Pedro Fino

O secretário destacou ainda que "a derivação efectuada para a Madeira, através do
Cabo ELLALINK, está dotada de uma fibra óptica, para além de garantir uma
interconexão digital que responde às preocupações do sector empresarial e da
população em geral, que irão dispor de mais e melhores serviços, a preços mais
baixos".

"Permite também a sensorização para a deteção sísmica, ambiental e
monitorização e controlo da atividade submarina, sendo que esta informação
recolhida é de extrema relevância para a comunidade científica/investigação
nacional e internacional", sustentou.

Tendo isto em conta, referiu que "este é um dia importante para a Região,
para a comunidade científica, mas também para o país".

O presente protocolo e a consequente materialização do GeoLab abre uma série de perspectivas novas, no que diz respeito ao conhecimento e gestão da plataforma e projecção atlântica do País. Perspectivas que vão do conhecimento à economia, da segurança à defesa do nosso património comum. Sem esquecer que será mais um instrumento de mitigação dos constrangimentos decorrentes da nossa condição insular".
— Pedro Fino

Por fim, disse esperar que este protocolo permita "a criação de um hub científico e tecnológico que contribua para a sustentabilidade do nosso processo de desenvolvimento".