O PAN Madeira está contra a apreensão das cabras nas serras do Curral das Freiras.

Recorde-se que a Polícia Florestal apreendeu, no passado dia 18 de Maio, 11 cabras que se encontravam a pastar em flagrante contra-ordenação em áreas de difícil acesso, junto a uma cabeceira da Ribeira do Cidrão, no Curral das Freiras, “colocando em causa a conservação do solo, das águas e do coberto vegetal em plena área de Floresta Laurissilva”.

O partido condena a Secretaria do Ambiente, Recursos Naturais e Alterações Climáticas ao justificar que “os animais podem ser abatidos caso se
torne impraticável ou perigosa a sua captura, sem prejuízo da respetiva
contra-ordenação”.

"O PAN Madeira questiona que se existe um decreto de lei, assim
nada mais importa? Onde está o sentido ético e humano nestes abates? Decidiram
que iam lá matar os animais com que justificação? Por um decreto-lei que em
nada faz sentido neste caso? Realmente estão protegidos de qualquer prejuízo. Mas
qual prejuízo? Estamos a falar de quê, de um carro? Estas cabras são seres
vivos extremamente sociáveis e com altos níveis de empatia, que ainda através
da sua forma de comunicar entre si transmitem o que estão a sentir. Onde está o
perigo na captura destes animais?", questiona.

Segundo o partido, "o que
aconteceu foi apenas tentado à vida destes seres, criando um pânico
desnecessário".

"Como tal, o PAN Madeira gostava de saber se a Secretaria do
Ambiente e a Polícia Florestal não tinham outra forma de lidar com a situação
dado que os animais tinham os seus pastores e estes mesmos afirmam que as
cabras estavam dentro dos percursos para serem recolhidos devidamente", acrescentou.

O PAN Madeira "acha desumano tanta atrocidade e atentado à vida destes seres".

Nesse sentido, alertou ao Provedor do Animal da Madeira para que não se
esqueça que "os animais não se resumem apenas aos gatos e aos cães".

"Queremos que
mostre algum trabalho e que abra uma investigação concreta e imparcial do
ocorrido", frisou.