Desde o início da pandemia, a população estrangeira
residente na Madeira aumentou 18,9%, passando de 8.586 indivíduos, em 2019,
para um total de 10.591 em Dezembro de 2021.

“Continua a haver uma presença importante de comunidades de
várias origens que convivem de forma harmoniosa”, referiu Sónia Pereira, após uma
audiência no Palácio do Governo, na manhã desta quinta-feira, no Funchal, com o director regional das Comunidades e Cooperação
Externa, Rui Abreu.

A comunidade venezuelana ganhou grande expressão, sendo
actualmente a maior comunidade estrangeira a residir na Região, com 2.433
pessoas, seguindo-se os britânicos (1220 pessoas), os brasileiros (1013), os
alemães (890 cidadãos) e os italianos (614), segundo dados da Direcção
Regional das Comunidades.

O aumento da imigração para a Madeira é explicada pela estabilidade
e crescimento económico e social, explicou Rui Abreu. Actualmente, o número de estrangeiros residentes na Região aumentou para cerca de 11.000.

A presidente do Alto Comissariado para as Migrações, Sónia
Pereira, está de visita à Região para participar nas festividades do Dia Mundial
da Diversidade Cultural, celebrado a 21 de Maio, sábado, e conhecer o programa
organizado pelo Governo Regional e os projectos em curso que permitem às comunidades imigrantes residentes
na Madeira a troca de experiências culturais, gastronómicas e de vivências.

Sónia Pereira aproveitará esta deslocação à Região para também contactar
com os representantes das comunidades imigrantes, inteirar-se das valências do
Centro Local de Apoio à Integração dos Migrantes, que nasceu de uma parceria
entre o Alto Comissariado e visitar dois projectos do programa ‘Escolhas’, que
apoia crianças em “situação vulnerável”. A maioria é de nacionalidade portuguesa,
algumas das quais de etnia cigana, revelou.

“Temos esta parceria com o Governo Regional da Madeira que permite ter aqui esta estrutura do Centro Local de Apoio à Integração dos Migrantes que é um espaço privilegiado de atendimento e acompanhamento aos migrantes mas que também permite a dinamização de actividades que valorizam esta diversidade que existe no território”,
— Sónia Pereira, Presidente do Alto Comissariado para as Migrações

Um projecto que Sónia Pereira valoriza pois permite actuar
em conjunto e em parceria com as autoridades na Região, também na formação técnica
e necessária para “a actualização sobre o que se vai implementando na área”.