José Manuel Ornelas não duvida de que tem uma equipa coesa, mas
relativamente à falta de enfermeiros no Serviço Regional de Saúde afirma que: “Costumo
dizer que dotações seguras salvam vidas e quanto maior o número de doentes que
o enfermeiro tem, maior será o número de mortes, maior será o número de
infecções e menores serão os resultados em termos de enfermagem, em ganhos de
saúde. Como tal, precisamos de mais enfermeiros.”
O enfermeiro director falava à margem do programa de
comemorações do Dia Internacional do Enfermeiro, na manhã desta quinta-feira, no
auditório do Museu da Electricidade, uma iniciativa do Serviço de Saúde da RAM.
Um dia que diz ser “extremamente significativo”, pois: “Temos muito orgulhos
nas nossas origens.”
Mostrando a sua solidariedade para com os colegas do
continente “que estão em luta por uma carreira que a Região já conseguiu ter há
algum tempo”, no que concerne ao descongelamento, José Manuel
Ornelas afirmou ser “preciso valorizar mais a carreira de enfermagem.” Assim, “é
muito importante continuarmos a apostar nos enfermeiros e termos a
sensibilidade de reter os enfermeiros. Os que são formados no País, na Região,
que fiquem a trabalhar connosco, que não emigrem.”
Destacou, ainda, o trabalho dos enfermeiros durante a
pandemia, “dois anos muito cansativos, de muito trabalho, com muitas mudanças
nos serviços, com mobilização de enfermeiros.” Revelou que o maior desafio no
início da pandemia foi motivar os profissionais: “Quando tudo isto começou não
foi fácil. Houve medo, porque não sabíamos com o que estávamos a lidar e teve
de haver um grande trabalho pedagógico junto de todos os enfermeiros para motivá-los
em prol de uma causa comum. E conseguimos isso.”

