Ricardo Lume reuniu esta quarta-feira com o
Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Telecomunicações e Audiovisual para
abordar a realidade laboral no Centro de Produção da RTP-Madeira.

No final
deste encontro o deputado do PCP na Assembleia Legislativa da Madeira deu conta de que "existem trabalhadores do quadro da RTP que continuam há anos congelados nas suas categorias profissionais apesar de desempenharem funções de categorias superiores", uma situação que o comunista diz ser "inaceitável", desde logo por penalizar os trabalhadores.

"É inaceitável que empresas públicas como é o caso da RTP e
em particular a RTP-Madeira sejam promotoras da precariedade laboral, através
de vínculos precários directos para ao desempenho de necessidades permanentes,
ou pela subcontratação de trabalhadores através de empresas de prestação de serviços,
para garantir o normal funcionamento", referiu Ricardo Lume.

Embora tenham sido integrados oito trabalhadores com vínculos
precários nos quadros da RTP-Madeira, o comunista lembra que "ainda faltam muitos mais verem
reconhecido que o seu trabalho é fundamental ao funcionamento da empresa", salientando que no combate à precariedade laboral "não podemos deixar que
ninguém fique para trás".

"Na RTP/Madeira porque o Governo do PS na República não
cumpriu com a legislação aprovada em tudo quanto o obrigava à vinculação de
trabalhadores precários nos quadros de pessoal da RTP existem muitos
trabalhadores em situação de precariedade laboral", apontou, classificando essa situação como "um acto da mais elementar injustiça".

O deputado do PCP salientou que o partido "considera que é necessário garantir a valorização dos
trabalhadores da RTP, que há anos estão sem progressão de carreira e que
desempenham funções de categorias superiores, é necessário também combater a
precariedade laboral garantindo que a cada necessidade de trabalho permanente
corresponde um vínculo de trabalho efectivo".