“É essencial que se
clarifique, de uma vez por todas, que o montante assumido, pelo seu Governo, no
que respeita ao financiamento do novo Hospital da Madeira, foi de 50% e não
inferior, já que a redação neste Orçamento continua vaga e imprecisa e em nada
contribui para o esclarecimento que se impõe, ao fim destes seis anos” afirmou,
esta tarde, a deputada eleita pelo PSD/M à Assembleia da República, Sara
Madruga da Costa, na audição à Ministra da Saúde que teve lugar no âmbito da
discussão, na especialidade, do Orçamento de Estado para 2022.
Ocasião em que fez questão de
aludir ao artigo 68.º, que “não afirma expressamente, como devia, este
compromisso”, lembrando, igualmente, a resistência do Governo da República “em
corrigir a Resolução do Conselho de Ministros que mantêm a ilegítima dedução de
metade do valor da avaliação dos Hospitais Dr. Nélio Mendonça e dos
Marmeleiros, estipulando um valor muito inferior aos 50% prometidos”. Uma
resistência que, frisa, “não se entende nem tem qualquer justificação”.
Sara Madruga da Costa que,
sublinhando a importância desta obra e vincando que este processo “já se
arrasta há demasiado tempo”, fez questão de apelar a que, de uma vez por todas
e nesta Legislatura que ora se inicia, “haja espaço para corrigir os erros e
para garantir que, neste e em todos os dossiês que dizem respeito à Madeira,
não existam mais delongas do que aquelas que já existiram nos últimos anos”.