O presidente da Assembleia Legislativa da Madeira considera importante a
promoção da “cultura da memória”, como forma de afirmar a identidade e os
aspectos diferenciadores da Madeira no país e no Mundo.

José Manuel Rodrigues visitou esta quarta-feira a exposição 'A Ilha do
imperador', inserida no Centenário da Morte do imperador Carlos de Áustria,
patente na Quinta Magnólia.

Em comunicado, a ALM refere que Rodrigues destacou a importância das memórias”
(fotografias, móveis, esculturas e pinturas), que neste caso, “evocam a
passagem do imperador pelo exílio, na ilha da Madeira”, para a promoção da
Região “como uma terra de acolhimento e de paz, que nunca esquece daqueles que
por aqui passaram”.

O presidente do parlamento madeirense louvou também o “acto criativo de
homenagem à passagem pela Madeira e à vida santificada de Carlos de Áustria”,
feito pelos escultores Ricardo Veloza e Martim Velosa, e pela artista plástica
Carla Cabral.

“Achei curioso o ‘Interlúdio’ de Carla Cabral, que aproveita toda
a memória do Beato Carlos e lhe dá uma interpretação moderna, actual e baseada
no catolicismo do imperador, da imperatriz Zita de Bourbon-Parma e de toda a
sua família”
— José Manuel Rodrigues, presidente da ALM

A exposição inicia-se com um desenho que retrata o Imperador, feito, em
grafite sobre papel, por Ricardo Veloza. Numa outra sala, as memórias de Carlos
de Habsburgo ladeiam uma escultura, em barro, de autoria do escultor Martim
Velosa.

José Manuel Rodrigues destacou ainda que “esta memória vai ser reforçada
no Museu do Romantismo, que será instalado na Quinta do Monte, onde o Beato
Carlos viveu”.