A Ribeira Brava recriou a cabotagem e as transacções comerciais vividas
no início do século XX, através de um evento realizado na frente-mar da vila,
entre o cais e o mercado municipal, que marcou o arranque da Semana da Cultura
2022.
O presidente da Câmara Municipal destacou a importância
de relembrar o passado e a antiguidade. “
"A Ribeira Brava foi,
durante muitos anos, um centro onde se faziam as grandes transferências
comerciais entre a Ribeira Brava e o Funchal e recriar esta acção é relembrar a
nossa história e aprender com ela, numa altura em que se comemora (a 6 de Maio)
mais um aniversário do concelho”, disse.
O arranque “em grande” destas comemorações deixou o
autarca satisfeito, tendo agradecido “a excelente prestação dos figurantes e
das entidades parceiras” do evento.
“Sinto-me feliz por termos mais uma atividade destas
no nosso concelho que será para manter nos próximos anos”, garantiu Ricardo
Nascimento, acreditando que “a semente plantada hoje” é para dar frutos nestes
4 anos de mandato.
Já o secretário Regional do Mar, parceiro desta
iniciativa, congratulou a autarquia pela recriação de parte da nossa história,
que até há poucas dezenas de anos era feita com regularidade em toda a região.
“Triste é uma terra que não se lembra daquilo que foi
no passado, e importa saber o que é o presente e almejar o futuro, nunca
esquecendo de onde viemos e como é que aqui chegámos”, referiu Teófilo Cunha.
A recriação da Cabotagem
juntou a Câmara Municipal da Ribeira Brava e a Secretaria Regional do Mar, com
o apoio da Universidade Sénior da Ribeira Brava, da Casa do Povo da Serra de
Água, da Escola Secundária Padre Manuel Álvares, da Escola Básica do Campanário
(professora Leonete dos Reis), do Teatro Bolo do Caco e do Museu Etnográfico da
Madeira.
A Semana da Cultura
prossegue hoje com a inauguração da exposição ‘A Rota do Linho’ no Espaço do
Artesão e a abertura oficial do certame, às 19 horas.
Até 8 de Maio, o programa
oferece música, arte, cultura, livros e um grande ambiente de festa.

