Boa noite!
O dia foi fértil em ambições de lesa pátria. Miguel Albuquerque
quer que a Madeira tenha uma Zona Franca à holandesa. Lopes da Fonseca, qual ‘homem
eco’, deseja a realização de um referendo tendo em vista a independência da
Região, comparando-a a Malta ou ao Luxemburgo. Os promotores das buzinadelas na Avenida
do Mar pedem acesso a regalias idênticas às dos Açores. E os 'queixinhas' sedentos de palco também ambicionam ser o que é abundante no domínio do improvável.
Que gente é esta que para além de não ter a noção do ridículo,
padece do mesmo síndrome, feito de utopia e de desvalorização do que tem? Será que os autores dos
exotismos que chegaram hoje às notícias passaram
o dia no Festival do Rum? Estarão ainda afectados pelos delírios de quem em
tempos deliberou transformar a Madeira em Singapura do Atlântico e foi o ‘buraco’
que se viu? Serão efeitos das recentes aventuras em Miami que visam tornar a
ilha na capital da criptomoeda?
Com tamanha proliferação de alucinações, não vai haver dinheiro
que chegue para pastilhas. E por este andar, enquanto os socialistas assobiam
para o lado, qualquer dia os comunistas também querem que o rochedo deva
obediência à Rússia, os do Chega impingem-nos a senhora Le Pen e os do PAN proíbem
o arroz de lapas. Quem não aguenta com o peso, que não culpe a molhelha.