O director do
Serviço de Ortopedia do Hospital Dr. Nélio Mendonça, que diagnosticou a doença
do Gabriel e que tem acompanhado o caso, diz compreender que a mãe do menino
tenha pedido uma segunda opinião e que pondere seguir os conselhos de outro
médico. No entanto, salienta que Cristina Pereira nunca falou consigo sobre
esta ida a Lisboa, “a qual nunca impediria”, e que “em momento algum perguntou
se ia assinar o papel para ele ir a Lisboa e a Região assumir a responsabilidade
dessa cirurgia”.

França Gomes
garante que a criança “está a ser bem tratada na Madeira, que é independente e
autónoma no tratamento de ortopedia pediátrica”, e diz que o menino “está a ter
uma boa evolução”.

O ortopedista refere
que “mesmo sem o Gabriel ser operado as coisas vão evoluir positivamente” e acredita
em bons resultados brevemente, “também porque a mãe está a fazer tudo para que
isso aconteça, mantendo-o em repouso”.

“Entre 2020 e
2021 tive um miúdo da zona Oeste da Madeira conhecido por ser um miúdo com
habilidade para o futebol que apareceu com uma doença de Perthes e, por isso,
teve de deixar de jogar. Depois de fazer o tratamento correcto, sem colocar os
pés no chão durante meses a fio, já conseguiu jogar futebol outra vez”, contou.

Deu outro
exemplo de uma rapariga de 22 anos que precisava de uma prótese para a anca,
que acabou por ser operada na Região e que já anda sem canadianas.