Boa noite!
Tive o cuidado de avisar ontem que o PCP trata o 25 de Abril
como propriedade privada. Dito e feito. Hoje, na Assembleia da República, os comunistas vomitaram ódio quando Volodymyr Zelensky recorreu a um momento histórico de
Portugal - a exemplo do que já havia feito em Espanha e França - para assim melhor mostrar a luta da Ucrânia.
"O vosso povo, que vai celebrar dentro de dias o
aniversário da revolução dos cravos, percebe. Sabem o que estamos a sentir. Os
ucranianos lutam porque querem a liberdade e querem escolher o seu
futuro".
Esta foi frase que enervou os cúmplices de Putin. Escondidos
nos Passos Perdidos, os ausentes apressaram-se a vir a palco, mal acabaram os
hinos. Não para pedir desculpa, mas para confirmar a incapacidade real de discernimento e bom senso do
partido que parou no tempo. "A revolução de Abril foi feita para pôr fim ao fascismo e à
guerra. É um insulto esta declaração [de Volodymyr Zelensky] que faz referência ao 25 de Abril. O 25 de Abril em Portugal foi
para libertar e contribuiu para a libertação dos antifascistas. Na Ucrânia
estão a ser presos", argumentou a líder parlamentar comunista, Paula
Santos.
Para sorte do País, quem foi à sessão e só depois comentou o que ouviu percebeu
o alcance da frase de Zelensky. O PS destacou a referência feita pelo Presidente da Ucrânia à liberdade
conquistada pelo 25 de Abril com o líder parlamentar do PS, Eurico Brilhante
Dias, a sublinhar que "a evocação pelo Presidente Zelensky do 25 de Abril tem um especial
significado, porque é a luta pela liberdade".
Inês Sousa Real, do PAN, destacou a mesma referência: "É
evidente que devemos estar solidários e recordar que a história nos ensina que
a democracia e a liberdade não podem ser dadas como adquiridas e que são um bem
a preservar e salvaguardar seja onde for”.
O mesmo aconteceu com Rui Tavares, do Livre, para quem,
"os valores que a Ucrânia defende na Europa são os valores de Abril”. "Foi bonito
ouvir o presidente Zelensky
falar do 25 de Abril, foi uma lição
importante", afirmou o deputado, que envergou na sessão solene um cravo
para sinalizar que os valores de Abril incluem os da autodeterminação dos povos e do
anti-imperialismo.
Cotrim Figueiredo salientou a referência feita pelo
Presidente Zelensky
às comemorações do 25
de Abril, na
segunda-feira, e anunciou que na marcha que a Iniciativa Liberal fará nesse dia
na Avenida da Liberdade, em Lisboa, contará com "várias organizações de
ucranianos residentes em Portugal".
Ou seja, anda a malta quase toda em defesa da liberdade nos países onde esta
está a ser atacada e manchada de sangue enquanto o PCP se dedica ao insulto. Que estranha prova de vida.