O Grupo
de Botânica da Madeira (GBM), da Faculdade de Ciências da vida da Universidade
da Madeira (FCV-UMa), participou no 1.º workshop de Paleontologia em ilhas
Atlânticas, que aconteceu de 6 a 16 de Abril nas ilhas da Madeira
e Porto Santo. O GBM foi representado por Carlos Góis-Marques, investigador
do grupo e docente convidado na FCV-UMa.

O workshop foi organizado por Patrícia Madeira e Mestre Carlos
Melo, ambos membros do grupo de investigação MPB - PaleoBiogeografia Marinha
(CIBIO Açores) sediado na Universidade dos Açores. O objectivo geral do workshop foi o de realizar um inventário preliminar do património paleontológico
do arquipélago da Madeira, através do estudo de colecções de fósseis e da
realização de trabalhos de campo. O trabalho de campo incidiu na visita de
locais já conhecidos e na prospecção e inventariação de novos afloramentos
fossilíferos, especialmente na ilha de Porto Santo e nos ilhéus adjacentes.

Participaram no workshop vários especialistas em geologia, paleontologia e
biologia de várias instituições nacionais e internacionais: Carlos Marques da
Silva, José Madeira (ambos Universidade de Lisboa e Instituto Dom Luiz), María
Esther Martín González (Museo de Naturaleza y Arqueología de Tenerife), Samuel
Arruda (Universidade do Algarve), Livia Sinigaglia (Universidade do Porto),
Claudia Sacchetti (Universidade de Lisboa) e Ricardo Araújo (Museu de História
Natural do Funchal) e Hugo Serra.

Nos dias 13 e 14 decorreram palestras públicas sobre paleontologia e geologia
das ilhas atlânticas, onde o GBM apresentou a palestra intitulada 'Paleobiodiversidade
terrestre em ilhas oceânicas: o caso dos fósseis de plantas dos arquipélagos da
Madeira e dos Açores'.

Na última
década o Grupo de Botânica da Madeira tem desenvolvido investigação na área da
paleontologia, tendo os resultados desta investigação sido publicados em
jornais internacionais.

Actualmente
o Grupo de Botânica da Madeira possui uma importante colecção de fósseis que
está incluída no recém-inaugurado Herbário R.T. Lowe, sediado na universidade
da Madeira. As amostras colhidas durante esta expedição serão incluídas na
colecção do GBM/Universidade da Madeira. O seu estudo permitirá compreender a
flora e a vegetação que há 14 milhões de anos cobriam a Ilha de Porto Santo.