Os três comentadores do 'Primeira Mão', nomeadamente Sara Madalena, Francisco Gomes e Liliana Rodrigues voltaram a se juntar nos estúdios da TSF-Madeira para apontar os dedos às temáticas que consideram mais pertinentes.
A começar pelo
politólogo, Francisco Gomes dedicou parte da sua reflexão à figura e à posição do gestor público sabendo que este é um tema sensível,
mas que exige, a bem da transparência e do rigor administrativo, uma renovada e
séria reflexão.
Com o polegar para baixo, o comentador falou de pessoas
que não são nomeadas pela sua formação, conhecimento dos dossiers ou
competência, mas apenas por “compadrio ou amiguismo”.
Estamos a falar de
pessoas que “não respondem a ninguém, que não são fiscalizadas por ninguém e
que recebem constantemente um cheque em branco do governo” para “gastar nos
projectos, muitos deles de viabilidade e utilidade duvidosa, que vêem a luz do
dia apenas para beneficiar os mesmos de sempre”.
Em alusão aos gestores de dinheiros públicos, Francisco Gomes assumiu que "também não é
novidade nenhuma dizer que estas pessoas ocupam cargos que são autênticos
sorvedores" que trazem "muito pouco retorno, em termos de
qualidade ou dinamização económica". Aliás, é "facilmente constatável que as
maiores aberrações deste país em termos de infra-estruturas e dívida pública
devem-se a gestores públicos passivos, sem senso comum ou simplesmente
incompetentes".
Enquanto estas
situações não forem seriamente revistas e eliminadas, teremos sempre senhores e
senhoras que 'brincam' com o nosso dinheiro e que o investem, sem critério nem
rigor, em projectos que, mais cedo ou mais tarde, revelam-se perfeitas
inutilidades ou dívidas colossais.
Nesse sentido, apontou o dedo ao administrador da Empresa de Electricidade da Madeira (EEM) e ao projecto das algas no Porto Santo.
Por seu turno, Liliana Rodrigues
questionou se toda a direita concorda com a posição do candidato à liderança do
PSD, Luís Montenegro, que discordou do actual presidente Rui Rio sobre a eventual
criação de um novo imposto sobre lucros aleatórios das empresas. Uma proposta
do Ministro da Economia, António Costa e Silva.
O que Montenegro
não diz é em que consistem esses lucros, sabendo nós que há muito boa gente a
ganhar dinheiro com a crise da Ucrânia, nomeadamente com os combustíveis,
energia e alimentos.
"Estamos a falar
de lucros extraordinários devido aos
aumentos dos preços e Rui Rio está de acordo: devem ser taxados lucros
conjunturais das empresas. Como é coligação PSD/CDS? Rio ou Montenegro?", deixou a dúvida no ar.
Como ex-eurodeputada, Liliana Rodrigues deu ainda sinal positivo à recente visita da Comissão dos Transportes e Turismo do Parlamento Europeu à Região.
Envergando
uma camisola com o símbolo do dedo do meio, Sara Madalena dedicou-o ao flagelo
cada vez mais desumano que continua a se verificar na Ucrânia.
A
notícia de mulheres, crianças, bebés violados, famílias fuziladas quando em
fuga e a quebra de imagens religiosas, como a de Nossa Senhora de Fátima,
faz-nos pensar que a maldade do ser humano pode, realmente, ser infinita.
Sara Madalena que levantou uma das primeiras questões deste programa
relativamente ao uso de máscara em espaços fechados. A advogada não percebe
a necessidade desta medida ainda ser obrigatória.
O programa da TSF-Madeira
é emitido às quintas-feiras depois das 19 horas, com reposição aos domingos
depois das 10 horas.
