O presidente do grupo parlamentar do JPP, Élvio Sousa, desafiou, esta tarde, o Governo Regional a reunir “urgentemente” com o sector das pescas, com o objectivo de encontrar “uma solução que apoie, de forma efectiva” este sector que atravessa um
delicado momento.

É público que 30 embarcações de pesca de atum estão em
terra, no porto do Caniçal, e o principal motivo é o preço do gasóleo colorido
que aumentou quase para o dobro, face ao ano passado. Hoje, o preço do gasóleo
colorido, na Madeira, é de 1,294 euros por litro enquanto que, por exemplo, nos
Açores, o mesmo gasóleo custa 1,004 euros. Duas regiões ultraperiféricas no
mesmo País, como é que se continua a admitir estas diferenças?

Através de um comunicado, Élvio Sousa lembra que são os
próprios armadores e pescadores que frisam esta situação: “quando a média de
gasóleo gasto por embarcação é de 1500 litros por dia, os pescadores só saem na
certeza de que vão ter retorno do seu trabalho. Entretanto, como vivem os
pescadores?”, frisou.

O deputado considera que é “lamentável” que Miguel Albuquerque
ainda não tenha percebido a “urgência de criar condições específicas” para
alivar os custos associados ao custo de vida dos madeirenses, “o que engloba, o
sector empresarial e aqui, os armadores e pescadores”. Élvio Sousa também acha
que a justificação dada pelo presidente do Governo Regional de que os armadores
não saíram do porto devido à ausência de cardumes “não é a razão fundamental”,
porque segundo os pescadores, deve-se sim “aos custos da fatura do combustível,
que é muito superior ao dos Açores”.

Nesse sentido, o líder do Juntos Pelo Povo acredita que a
criação de apoios diretos é “fundamental” para fazer face à escalada de preços
que se faz sentir, “mas urge ir mais além”.

É determinante que o Governo Regional da Madeira tenha como
exemplo o que se faz nos Açores nesta matéria, nomeadamente, criar um regime de
preços que proteja os consumidores e os diferentes setores. Nesta matéria, o
Secretário Regional do Mar e Pescas, Teófilo Cunha, tem de agir urgentemente,
dialogando com o sector e criando as condições próprias de apoio à pesca do
atum