No âmbito do Dia da Mulher, que hoje se celebra, as vereadoras com pelouro na Câmara Municipal do Funchal, deixaram mensagens, falando sobre "A mulher contemporânea", o "papel relevante na educação
ambiental" e lembrando que "o impacto da pandemia não é neutro do ponto de vista do género".
É inaceitável qualquer
discriminação do Ser Humano, logo da mulher, do homem e de qualquer membro da
comunidade LGBTI. É inaceitável segmentar em
categorias de maior ou menor: respeito, inteligência, profissionalismo. Enfim, categorias
de maior ou menor dignidade. E cabe também às mulheres,
individualmente e coletivamente, de forma serena, mas seguramente assertiva, se
afirmarem na sociedade. Como Vice-Presidente da CMF,
garanto-vos que não permitirei qualquer tratamento violador dos direitos das
mulheres que trabalham nesta Autarquia. Mas também terei a mesma atitude para
com qualquer homem que nos honre com o seu estatuto de trabalhador. Este posicionamento é a forma de
estar do executivo camarário, que integra e não discrimina, que valoriza e não
menospreza, seja quem for. Apenas tenho a honra de ser a porta-voz.

Neste
dia, reconhece-se a importância e o contributo da mulher na sociedade, sendo,
também, recordadas as conquistas das mulheres que, ao longo da história, lutaram
pelos seus direitos e contra o preconceito. Os direitos das mulheres, reconheço,
fizeram um progresso significativo nas últimas décadas, mas ainda temos um
longo caminho pela frente. A
igualdade de género e o empoderamento das mulheres, raparigas e meninas (ODS5),
estão no centro da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável da
Organização das Nações Unidas, sendo um dos objetivos de desenvolvimento
sustentável, transversal a todos os outros 16 objetivos. A igualdade entre
mulheres e homens é um imperativo e um objetivo social em si mesmo, essencial a
uma vivência plena da cidadania, constituindo um pré-requisito para se alcançar
uma sociedade mais moderna, justa e equitativa, e um desenvolvimento
verdadeiramente sustentável, no respeito pleno da dignidade humana.

Sobre as
desigualdades de género, especialmente durante esta altura de pandemia, que eliminou
anos de progresso em direção à igualdade de género, e com o novo mundo do
teletrabalho, a nova ‘escravatura’ dos tempos modernos, parecem apontar para um
facto incontornável: as mulheres têm tido mais dificuldades e impactos
negativos na sua carreira. Não são todas, é verdade. Mas são a maioria. Só por
este facto, já se justifica a celebração do Dia Internacional da Mulher. Muito
embora existam muitas mulheres com mérito e que o facto de conseguirem fazer
diversas tarefas em simultâneo as ajuda a conciliar a vida familiar - com as
crianças em casa, com o fecho das escolas e das creches -, com o (tele)trabalho,
também continua a ser um facto de que as mulheres, na sua maioria, têm
condições de trabalho, dentro e fora de portas, mais precárias e são menos
valorizadas do que os homens. As mulheres são mais atingidas pela precariedade
e pelo desemprego, tendem a ocupar postos de trabalho, que muito honestamente,
são socialmente menos valorizados, menos reconhecidos, e auferem salários
inferiores aos dos homens, mesmo quando ostentam o mesmo nível de qualificação/habilitação.
É preciso e imperioso acabar com os preconceitos sistémicos de género.
As mensagens podem ser consultadas na íntegra no Facebook e Site da autarquia.
