António Loreto acredita que "não é com manifestações ou
buzinões" que o Governo Regional vai baixar os preços dos combustíveis, na Madeira. O presidente da Associação dos Industriais de Táxis (AITRAM) não apoiou as
apitadelas que hoje foram bem audíveis em frente à Quinta Vigia, mesmo que cada taxista "seja livre de fazer aquilo que quer".

É através do diálogo que António Loreto quer resolver o
problema, pelo menos para os taxistas madeirenses. Aquele que é um dos representantes do sector
garantiu à TSF-Madeira que tem "estado em diálogo" com o responsável pelos transportes
terrestres da Região, nomeadamente Rui Barreto, com quem "ainda há poucos dias"
se reuniu e pediu ajuda, por exemplo, através da atribuição de "um apoio financeiro" para
colmatar a escalada de preços nas bombas de gasolina. Uma solicitação que "foi bem aceite" pelo próprio secretário regional da Economia.

Segundo o que se prevê, o preço dos combustíveis vai
aumentar no início da próxima semana e vamos tentar arranjar uma forma de colmatar
este aumento, atendendo que nós somos transporte público e temos de trabalhar.
Temos de estar ao serviço da população e somos obrigados a circular, portanto,
não conseguimos economizar no combustível, porque temos de rodar e servir as
pessoas. Como os autocarros, também temos de trabalhar.
— António Loreto
"Em todos os concelhos da Região há subidas bastante inclinadas", recorda António Loreto.
"Em todos os concelhos da Região há subidas bastante inclinadas", recorda António Loreto.

O presidente da AITRAM admite que “todos” os taxistas “em
toda a ilha” sentem dificuldades nesta altura, até porque as viaturas destes
profissionais – maioritariamente abastecidas a gasóleo - consomem “bastante
combustível, porque há muitas subidas”.

"Em todos os concelhos da Região há subidas bastante inclinadas
e nós temos de servir as pessoas quando nos solicitam para ir até esses lugares.
Além disso, os carros também têm desgaste”, acrescentou António Loreto,
sublinhando que este pedido endereçado ao Governo Regional também se prende com
o facto de os taxistas não tirarem proveito do AUTOVoucher. “Aqui os táxis não
beneficiam disso, só as pessoas singulares, portanto, é nessa medida que vamos
tentar arranjar uma solução”.

Temo que muitos tenham de forçosamente abandonar, porque se
ao abastecerem não obtiverem o retorno acabam por não poder trabalhar. Cada vez
há menos serviços, cada vez as pessoas têm menos capacidade financeira para
usar o táxi. Só usam o táxi em caso de necessidade, caso contrário evitam.
— António Loreto

Ainda segundo uma estimativa do presidente da AITRAM, António Loreto, a despesa mensal em combustível, por parte dos taxistas "com mais rodagem", ronda os 400 ou 500 euros.