Boa noite!
O Governo da República está amarrado curto por um Presidente
que resolveu voltar a ser o centro das atenções. Não porque tenha feito a
António Costa grandes exigências estratégicas, traçado planos concretos de crescimento e estabelecido um programa de reformas
fracturantes. Antes fosse.
Para que a bagunça outrora engendrada pelos social-democratas não se
repita - quando Durão Barroso foi para Bruxelas a meio do mandato e deu de
bandeja o poder a Santana Lopes -, Marcelo Rebelo de Sousa optou por deixar um aviso
ao primeiro-ministro: Se sair antes de Outubro 2026, há eleições antecipadas.
E assim, desde a primeira hora do novo executivo estão
criadas todas as condições para desavenças frequentes. Até porque António Costa
fez questão de alimentar o tabu europeu, ao sublinhar que “estabilidade
não é sinónimo de imobilismo, é sim, exigência de ambição e oportunidade de
concretização”.
No dia em que o governo tomou posse, o inquilino de Belém quis ser o festeiro. Até porque sabe que não vai pagar a factura. Essa está reservada desde há muito ao humilde contribuinte e cidadão português que num ápice perde a esperança de ver resolvidos alguns dos seus dramas, dada a manifesta apetência dos políticos pelo entretenimento inconsequente.