Paulo Cafôfo está disponível para ser "facilitador" nos dossiers que a Madeira tem de tratar com a República, basta que o Governo Regional e Miguel Albuquerque assim o queiram.
Ao DIÁRIO, o novo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, que tomou posse esta tarde, diz que quer contribuir com aquilo que estiver ao seu alcance e mostra-se disponível para conversar com o líder do Executivo regional e criar "uma espécie de lóbi que possa ser útil para a Madeira".
Eu até estou disponível para conversar com o presidente do Governo Regional e podermos ter aqui uma espécie de lóbi que possa ser útil para a Madeira, assim queira o presidente do Governo Regional conversar comigo e querer o meu contributo para que essas situações que existem possam ser resolvidas e não continuarmos nesta que tem sido, até agora, uma postura do Governo Regional de guerrilha que não resolve problema nenhum. Aquilo de que precisamos é de diálogo, precisamos de negociação e precisamos de compromisso. Mas isso é uma responsabilidade inteira do presidente do Governo Regional.
Ainda assim, realça o facto de não ser nem presidente do Governo
Regional, nem primeiro-ministro, recusando, inclusiva, aquilo que diz ser uma “ideia estapafúrdia”, que procurava associar a Secretaria das Comunidades à “Secretaria das Autonomias”, já que
no seu entender “ a Autonomia não precisa de ser tutelada” e está constitucionalmente
consagrada e tem órgãos próprios.
A Miguel Albuquerque, pede que este exerça "as suas funções e o seu dever para com a
Região" e articule com o Governo da República e o primeiro-ministro um meio para "resolver os problemas que têm de ser resolvidos".
Sobre o novo cargo que agora desempenha, Cafôfo diz sentir "uma grande responsabilidade", pela missão que lhe foi incumbida, apontado como uma das primeiras acções a desenvolver a melhoria dos balcões consulares portugueses espalhados pelo Mundo.
O novo secretário de Estado das Comunidades quer fazer com que os portugueses, “ que são do nosso sangue”, “não
se sintam portugueses de segunda” e possam encontrar resposta para os seus
problemas junto das instâncias que dependem dos organismos sob a sua tutela.

