“É com sentimento de enorme
gratidão de humildade e honra que recebo ante vós, na ‘casa da democracia
madeirense’, das mãos do senhor Embaixador, esta medalha da República da
Arménia”, começou por agradecer a ex-deputada do PSD na Assembleia da
República, Rubina Berardo.
A distinção vem na sequência da aprovação do Voto de
Pesar N.º 819/XIII 'Em evocação das vítimas do genocídio arménio de 1915', aprovado
na Assembleia da República em 2019. Rubina Berardo foi uma das subscritoras do
documento.
Para a ex-deputada do PSD na Assembleia da República, "defender os direitos
fundamentais de povos do outro lado da Eurásia e lembrar aqueles que
barbaramente morreram no genocídio arménia significa, também, defender os
valores universais de direitos humanos na nossa vizinhança, ainda para mais num
mundo globalizado em ebulição”.
A audiência concedida pelo
Presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, José Manuel Rodrigues, foi o
momento escolhido pelo Governo da Arménia para atribuir a Medalha de Gratidão a
Rubina Berardo.
"Estamos convictos que ao
respeitar a memória das vítimas do crime horrendo perpetrado contra a nação e o
povo arménio no Império Otomano entre 1915 e 1923, estamos a dar um contributo
à reconciliação entre os povos, para o estabelecimento de boas relações de
vizinhança, bem como para a proteção de direitos fundamentais”, disse Garen
Nazarian.
É com enorme prazer e uma enorme honra que, em nome do Presidente e do Governo da República da Arménia apresento a Medalha de Gratidão a Rubina Everlien Berardo, em apreço pelo seu papel na promoção das relações de amizade com a Arménia e contribuindo para a proteção dos valores universais. Muito obrigada Rubina, muito obrigada Madeira, esta terra e povo tão hospitaleiro”.
O presidente da Assembleia
Legislativa da Madeira também enalteceu o trabalho de Rubina Berardo: “Honra-nos a posição assumida
pela senhora ex-deputada, na Assembleia da República, Rubina Berardo, com a
apresentação e aprovação do voto, acção que hoje aqui é reconhecida pela
República da Arménia, através do seu Embaixador em Portugal".
Rubina Berardo mostrou a sua coragem que muito a honra, e honra o povo a que pertence, na defesa dos Direitos Humanos”.
O presidente do parlamento
madeirense afirmou ainda que “os tempos de guerra que vivemos, no coração da Europa,
com repercussões em todo o mundo, interpela-nos e convoca-nos para trabalhar em
nome da reconciliação, da paz e do desenvolvimento”, destacando que “face a
esses fenómenos existirão sempre homens e mulheres que estiveram, estão e
estarão na linha da frente da defesa dos direitos humanos e fomentando a
‘cultura da memória’, absolutamente necessária à manutenção dos valores da
nossa civilização”.
