A neve caiu em zonas pouco usuais da capital madeirense. Uma
noite de temperaturas negativas que acabou por dificultar e até impedir, esta segunda-feira, a saída
de algumas famílias das suas habitações “para o emprego ou para levar os filhos
às escolas”, indicou o vereador com o pelouro da Protecção Civil na Câmara Municipal
do Funchal, Bruno Pereira.

Na freguesia do Monte ou no sítio da Estrela – estrada de ligação ao Curral das Freiras – foram
as localidades onde mais se sentiram estes condicionamentos. O conselho do
autarca é que as pessoas “aguardem um pouco” e não corram riscos.

"O nosso conselho é que aguardem um pouco. Sei que é complicado, porque existem horários de trabalho para cumprir, mas peço alguma flexibilidade das entidades patronais e das próprias escolas", vincou Bruno Pereira, pedindo que se evitem "riscos desnecessários".

Já se houver mesmo necessidade de as pessoas saírem – ou não
conseguirem permanecer em casa até à situação acalmar – a sugestão é que entrem
em contacto com os serviços para que se desenvolva “a melhor solução” para ajudar
essas pessoas.

Não tentem sair de casa sem as viaturas devidamente
preparadas, como as correntes nos pneus, sobretudo nas zonas onde existem níveis de neve
de maior espessura.
— Bruno Pereira, vereador da Câmara Municipal do Funchal

O cenário, por sinal pintado de branco, não é drástico. É assim
“normal” que ao longo do dia, “com o aumento da temperatura e com a queda de
chuva” a neve venha a se dissipar a quotas mais baixas. A este propósito, Bruno
Pereira admite que estes episódios “ocorrem episodicamente” e a quotas muito
superiores, “onde não existem casas”, sendo que nesses casos a solução passa
por “cortar estradas”.

“Quando ocorre numa cota mais inferior torna-se um pouco
mais difícil de resolver estes assuntos, porque não é um cenário muito normal”,
sublinha o vereador, explicando, por exemplo, o facto de alguns equipamentos não
funcionarem no Funchal, como as lâminas limpa-neve “pelas características
orográficas do Funchal” e pelos próprios “arruamentos estreitos”, ou seja, “é
sempre um cenário difícil”.

Além da neve, a informação que Bruno Pereira dispõe até
agora “é que ocorreram alguns pequenos deslizamentos de terras” e a força do
vento também fez desprender alguns galhos de árvores.

Portanto, as situações “mais complicadas” prendem-se mesmo
com “a questão da mobilidade atendendo à neve que caiu durante a noite”.