Boa noite!

Os aumentos dos
preços dos combustíveis são frequentes e preocupantes. Contudo, há quem ainda não
tenha medido bem impacto transversal dos acréscimos semanais em alguns cêntimos
por cada litro.

Alguns, de vistas curtas,
julgam que a subida imparável só afecta quem tem carro a gasóleo ou gasolina e
o que o melhor é optar por um eléctrico, isto se houver no mercado pois, mesmo que
ainda demasiado caros, são poucos os disponíveis para entrega imediata. Ou que
terá reflexo apenas no custo dos transportes, das viagens e dos fretes. Ou que vai
mexer com a factura energética, mesmo que já haja alternativas limpas.

Essa é apenas uma parte da
equação numa sociedade ainda demasiado dependente das energias tradicionais e
poluentes, pois havendo combustível a mais em toda a economia, é natural que
que os preços de muitos outros litros e quilos disparem novamente.

Só falar do petróleo ou do gás que não temos, nem controlamos, mas que taxamos, por muito que dê jeito aos políticos, é redutor. E vai ver que ainda estamos no início da tormenta.

O melhor mesmo é começar a fazer
contas a todas as facturas e a deitar contas à vida. Mas não espere por
boletins estatísticos oficiais. Faça-o você mesmo, desde já, de preferência com recurso a anotações que motivem gráficos coloridos regulares.

Sempre
que for às compras tome nota do preço do litro de água, de leite, de azeite, de cerveja
ou de vinho, dos alimentos essenciais e de outros serviços. Depressa vai perceber que há muita gasolina em
tudo o que mexe com a sua carteira, mas muito pouca, e sem sanções para os decisores, naquilo que não chega para
encher o seu bolso.