Ao mesmo tempo que se intensifica a guerra russa na Ucrânia,
com fortes explosões nas principais cidades, e com o governo russo a ameaçar
continuar a ofensiva, por todo o Mundo multiplicam-se os apoios. Hoje, no
Funchal, centenas juntaram-se para pedir pela paz naquele país.

A Região Autónoma da Madeira acolhe muitos cidadãos
ucranianos, alguns a residirem cá há décadas, e com as famílias perfeitamente
integradas na nossa sociedade. Uma sociedade que agora junta esforços,
inclusive com campanhas de angariação, para ajudar aquele país da Europa de
Leste.

A Rússia lançou na quinta-feira de madrugada uma ofensiva
militar na Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamento de alvos em várias
cidades, que já mataram mais de 350 civis, incluindo crianças, segundo Kiev. A
ONU deu conta de mais de 100 mil deslocados e mais de 660 mil refugiados na
Polónia, Hungria, Moldova e Roménia.

O Presidente russo, Vladimir Putin, disse que a “operação
militar especial” na Ucrânia visa desmilitarizar o país vizinho e que era a
única maneira de a Rússia se defender, precisando o Kremlin que a ofensiva
durará o tempo necessário.

O ataque foi condenado pela generalidade da comunidade
internacional e a União Europeia e os Estados Unidos, entre outros, responderam
com o envio de armas e munições para a Ucrânia e o reforço de sanções para
isolar ainda mais Moscovo.