Paulo Cafôfo realça a responsabilidade assumida no rescaldo
dos resultados das eleições autárquicas em assegurar a tranquilidade necessária
para a transição pacífica de liderança no partido. Declarações proferidas no
âmbito da sua intervenção na reunião da Comissão Política do Partido Socialista-Madeira, desta sexta-feira, a última antes do Congresso, realizada no Casino Park Hotel.

Depois de demitir-se das suas funções na noite de 26 de Setembro, Paulo Cafôfo quis assegurar o período de transição até às
eleições directas, "o que tem permitindo ao partido reorganizar-se, tendo sido
esse fator determinante para os objectivos cumpridos no acto eleitoral
extraordinário das eleições legislativas", onde o PS Madeira manteve o número de mandatos na Assembleia da República.

Paulo Cafôfo
sublinhou a decisão tomada de colocar como prioridade a reorganização e
mobilização de todo o partido para as Eleições Legislativas, um objectivo
crucial e que relevou para um segundo momento no calendário as eleições
internas, assumindo o próprio a liderança de todo este processo. O presidente
demissionário entende que "se demonstrou ser a estratégia mais acertada para
garantir a tranquilidade necessária para um bom resultado eleitoral."

A minha liderança do PS Madeira
fez-se num período desafiante da actividade política, sempre em período de
pandemia. Atravessou duas eleições em contextos diferentes nas quais aumentámos
a votação absoluta em número de votos nas autárquicas, embora não atingindo
integralmente os objetivos a que me propus, e mantivemos o número de deputados
na República, dividindo os mandatos com os partidos que suportam o governo, que
avançaram para este último ato eleitoral coligados, o que representou um
acréscimo de dificuldade.
— Paulo Cafôfo

O presidente reforça que deixa o partido "estável" e com
a serenidade necessária para encarar os próximos desafios e ciclo político, afirmando que: “O
PS Madeira está com a casa arrumada com critério, organizado e mobilizado.” Em
jeito de balanço, recupera que, no âmbito do exercício das suas
funções e competências, sempre promoveu o "diálogo interno e a coesão de todos
em torno da causa maior que é o Partido Socialista e os nossos ideais.”

E se
fui eleito na mais expressiva e consensual votação de que há memória no
partido, acredito também que essa expressão e consenso sobre o meu mandato que
agora está prestes a terminar se mantém inalterado porque sempre dei de mim
tudo para que o partido siga um rumo de crescimento e afirmação como
alternativa de governo para a Madeira.
— Paulo Cafôfo

Olhando para o resultado nacional saído das legislativas, Cafôfo sublinha a evidência de “os portugueses na sua
grande maioria terem validado a governação socialista e confiarem em mais
quatro anos de governo, o que é demonstrativo da validade da governação do PS,
que o PS faz bem ao país e por tal tem o reconhecimento dos portugueses.”

O
líder socialista atesta que esta maioria absoluta acontece “num período
complexo e depois de seis anos de governo minoritário, sendo habitual algum
desgaste governativo, ainda para mais perante os dois últimos anos preenchidos
com a maior crise sanitária, económica e social em mais de um século, o que
atesta o enorme valor do projeto do PS e do nosso primeiro-ministro António
Costa”.

Nunca houve
um tabu, sempre fui claro para todos os madeirenses e militantes que não me
iria recandidatar à liderança. É uma página que viro na minha vida política,
mas tal não implica que não me mantenha presente, que não me mantenha ativo ou
interventivo.
— Paulo Cafôfo

Paulo Cafôfo assegura que o objectivo de ver o PS a
liderar um governo na Região será sempre um objectivo de vida, porque:
"acredito na validade da nossa política e no contributo que o partido pode dar
agora e no futuro para o desenvolvimento da Madeira, para a melhoria da vida de
milhares de madeirenses e porto-santenses meus conterrâneos. É isso que me
move e desse propósito nunca me desviarei."