As 21 estações do Instituto Português do Mar e da Atmosfera
(IPMA) recolhem informações “de 10 em 10 minutos”, mas o sistema de transmissão
de dados “só” emite “de hora em hora”.
Por esse motivo, o delegado regional do IPMA, Victor Prior, assume
“ser necessário obter essa informação” com outra regularidade, tendo até
avançado com um exemplo recente: a situação meteorológica do dia 29 de Janeiro
de 2022, em Santana, que em três horas foram registados cerca de 120/mm.
“Às 19 horas, a precipitação era de 0/mm, mas depois quando
fui ver às 20 horas já eram 40/mm, que foram registados entre os períodos de 10
minutos. Só depois consegui comunicar à Protecção Civil e emiti os avisos
meteorológicos”, precisou, indicando que os equipamentos necessários – sistemas
de aquisição e transmissão de dados - carecem de “algum investimento, mas que
não se trata de “um investimento avultado”.
Apesar destes equipamentos estarem espalhados pela ilha, o
IPMA continua a ter pessoas a trabalhar “24 horas por dia, porque os equipamentos,
embora sejam automáticos, têm de ter alguém a olhar para eles”.
Em termos operacionais precisamos de pessoas que possam interpretar.
Continua a ser necessário ter pessoas a trabalhar 24 horas por dia para saber
analisar, interpretar e comparar os dados que chegam – sobretudo quando temos
valores de 21 estações, na Madeira.
Palavras do delegado do IPMA na Madeira, Victor Prior, à
margem do XVII Colóquio CIE-UMa: Educação e Desenvolvimento Comunitário, numa comunicação
livre dedicada ao tema ‘Registos Meteorológicos que marcaram a Madeira em 2021’.
O delegado do IPMA considerou ainda que as alterações
climáticas vieram alterar alguns dos modelos previstos para o clima e que
importa, por isso, uma monitorização mais "constante", bem como
profissionais capacitados para essa mesma análise e posterior
comunicação/alerta às entidades e população.
