Vários utentes do Centro de Dia do Estreito de Câmara
de Lobos também sentiram o sismo que abalou a Madeira na madrugada desta
quarta-feira.

Ilda Franco, por exemplo, levantou-se para ir à
casa-de-banho, quando sentiu “a casa a abanar por todo o lado”.

Ao DIÁRIO a idosa de 90 anos admitiu que teve medo,
mas dada a idade avançada e a experiência de vida apenas rezou e foi para a cama
novamente à espera que tudo acabasse bem.

Até porque, recorda, “nada teve a ver com o sismo a
que assistiu quando era criança, quando tinha para aí uns 10 anos”.

“Eu vivia num palheirinho antigo, no Estreito de
Câmara de Lobos, com a minha mãe, meu pai e um irmão que estava a dormir no sótão.
Estava sentada na cama pelo dia a trincar uma batata quando ouvimos um barulho
assustador. Corremos todos para a estrada, era um tremor de terra”, contou,
lembrando que este sismo demorou muito mais tempo do que o sismo registado esta
noite.

Outros idosos deste grupo recordaram também outros episódios
semelhantes. Falavam em “berços a abanar, pessoas na rua aos gritos” e até de
um navio que se “avistava de um terraço e que, com o abalo, parecia um baloiço”.