O Grupo
Parlamentar do CDS diz que a Madeira é discriminada pelo Governo da República.
Em primeiro lugar deu o exemplo da exigência aos passageiros da Madeira e, também, dos Açores, relativamente ao preenchimento de um
Formulário de Localização de Passageiros (PLF).
“Os passageiros
chegam aqui ao aeroporto, são confrontados com uma situação destas e o que pode
acontecer é que sejam impedidos de viajar se não pagarem uma coima que pode ir
dos 300 aos 800 euros. Todos os
passageiros que viajam entre o continente, nomeadamente Lisboa, Porto e Faro, a
nenhum deles é exigido o PLF. Porquê que essa exigência se restringe apenas aos
Madeirenses e aos Açorianos? Se exigem às Regiões Autónomas os mesmos
mecanismos que exigem aos passageiros que vêm de fora de Portugal, então talvez
devemos questionar-nos se somos portugueses de primeira ou se, afinal, somos
estrangeiros!”, diz o líder parlamentar do CDS.
Em segundo lugar deu exemplo do financiamento que não está previsto por parte do Governo da República, em termos de Orçamento de Estado, para financiar os novos radares que o Aeroporto Internacional da Madeira precisa, segundo foi sabido através do Conselho de Administração da NAV. Mas, de acordo com o Grupo Parlamentar do CDS, o concurso internacional está preparado para ser lançado, mas não há garantia de financiamento por parte do Governo da República.
“Mais uma
vez, demonstra que o Governo da República está de má fé em relação à Região
Autónoma da Madeira. Porque nós sabemos que houve um grupo de trabalho que
concluiu que eram precisos novos equipamentos para o Aeroporto da Madeira, a NAV
elaborou um concurso nesse sentido, e o Governo da República pura e
simplesmente não enquadrou verbas no sentido de financiar estes dois novos
radares", afirma o
centrista.
Lopes da Fonseca
terminou a conferência deixando algumas questões: “A pergunta que se
faz, mais uma vez é, afinal o Governo da República vai desprezar a Madeira nos
próximos 4 anos que tem uma maioria absoluta na Assembleia da República. É isso
que vai acontecer?; "Ainda há partidos,
como o partido socialista regional, que falam em diálogo. Qual é o diálogo
possível quando nós temos estas respostas da parte do Governo da
República?".
Conclui, dizendo que a primeira
“resposta é que não vai financiar os radares, porque não encontrou verba
orçamental, a outra é exigir aos passageiros da Madeira que preencham um
formulário (PLF) como se fôssemos estrangeiros".

