Muito se tem falado sobre a seca extrema em Portugal continental. Aliás, segundo um relatório divulgado pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), o país assistiu a "um agravamento muito significativo da situação de seca meteorológica".
Até ao final do mês de Janeiro, 54% do território português apresentava índices de seca moderada, 34% seca severa, 11% seca extrema e 1% seca fraca. Já a Madeira captou menos 30% de água relativamente àquilo que se pode considerar normal, uma situação que não inspira preocupações atendendo às palavras da secretária regional do Ambiente, Recursos Naturais e Alterações Climáticas.

A actual situação hidrológica no arquipélago da Madeira não é idêntica àquela que se verifica em Portugal continental.
Em declarações à TSF-Madeira, a
governante diz que "para já não existem evidências de seca e, apesar do ano hidrológico
estar até ao momento cerca de 30% abaixo do normal, isto não significa que nos
próximos meses não venha a chover o suficiente para recuperar e equilibrar".
Além disso, Susana
Prada olha para as lagoas da Madeira e vinca que “da maneira como as reservas
de água em altitude estão a evoluir” a expectativa é “tê-las cheias no início
do período de rega”, isto é, “em Maio”. O que quer dizer que os próximos três meses deverão ser suficientes para compensar as perdas.
