O Instituto de Segurança Social da Madeira viu-se hoje obrigado a "repor a verdade dos factos reportados", esta sexta-feira, pelo Partido Popular Monárquico (PPM), força política que na voz da sua coordenação pedia uma solução para uma família desalojada, alegadamente a viver no interior de um carro, num parque de estacionamento.
Em
resposta, igualmente através de comunicado, a Secretaria Regional da Inclusão Social e Cidadania nega as acusações considerando-as "lamentáveis" e que "só podem advir de um total desconhecimento da realidade".
A
família em questão está a ser acompanhada pelo Instituto de Segurança Social da Madeira desde 29 de Agosto, dia em
que foi accionada a linha de emergência, pelo desalojamento do agregado familiar
composto por cinco pessoas. Desde
essa data foram providenciados diversos apoios, desde o alojamento,
a apoios de natureza económica. Parte
do agregado familiar já se encontra a residir na solução habitacional proposta
pelo ISSM, à qual acresceu apoio económico para a aquisição de material
doméstico de primeira necessidade.
Mais esclarece a tutela que os restantes membros do agregado familiar "recusam, terminantemente, as diversas
soluções apresentadas" pelo Instituto, "soluções essas que não passam por - como
referido no comunicado - morar no mesmo edifício do suposto agressor".
Salientamos
que, a Linha Nacional de Emergência Social, actua em situação de emergência, por
um período provisório de até 72 horas, sendo garantidos o encaminhamento e
resposta subsequentes no âmbito da protecção social, tendo esta família
beneficiado desta resposta durante quase quatro meses, sem aceitar as várias
alternativas apresentadas pelo ISSM. Da
parte do Instituto de Segurança Social da Madeira continuaremos a envidar
todos os esforços para cumprir a nossa missão diária de encontrar as melhores
soluções possíveis junto da população.

