Foi esta quarta-feira
apresentado, no auditório da Biblioteca e Arquivo da Madeira, um novo número da
colecção 'Madeira – Memórias Fotográficas'.
O livro editado pela Secretaria
Regional de Turismo e Cultura, através da Direcção Regional do Arquivo e
Biblioteca da Madeira, é da autoria de Filipe Santos e é dedicado a Carlos I,
último imperador da Áustria e também rei da Hungria e da Croácia.
Para Eduardo Jesus, esta nova
publicação vem dar continuidade ao trabalho desenvolvido pelo Governo Regional
para fazer chegar a “diferentes públicos” os mais de três milhões de unidades,
entre positivos e negativos, que compõem o acervo de fotografias do Museu de
Fotografia da Madeira e da própria Biblioteca e Arquivo da Madeira.
Para o secretário regional do
Turismo e Cultura, “em boa hora entendeu o Arquivo e Biblioteca da Madeira dar
espaço e visibilidade a este património riquíssimo que a Madeira tem”.
O novo livro surge na sequência
de perto de uma dúzia de outras publicações que integram esta colecção, dedicadas a
vários fotógrafos madeirenses ou que passaram pela Madeira e que registaram diferentes
perspectivas do quotidiano e das vivências insulares em diferentes períodos.
Pela importância que teve Carlos
de Áustria, entende Eduardo Jesus estar justificada a dedicação deste número ao
beato que morreu na Madeira, que tem merecido, nos últimos meses, várias atenções,
num conjunto de celebrações que procuram assinalar o primeiro centenário do seu
falecimento.

Filipe Santos, autor da publicação,
resultado da acção científica e editorial do Centro de Estudos de História do
Atlântico – Alberto Vieira (CEHA-AV), notou que “já muito se disse, já muito se
mostrou e divulgou” sobre este imperador e sobre o seu exílio na Madeira, ainda
assim, entende haver espaço para este novo livro, que divulga fotografias de
Carlos I, mas também de alguns familiares, tanto na saída da Madeira, como em
visitas subsequentes.
O historiador destacou "a persistência, desde 1922 até hoje, da figura de Carlos de Áustria na memória colectiva dos madeirenses, sobretudo dos funchalenses da freguesia do Monte", o que considera "um fenómeno manifesto e importante".

