A menos de um ano das eleições regionais, o DIÁRIO e a TSF-Madeira revelam amanhã os resultados do estudo de opinião efectuado pela
Aximage sobre as intenções de voto relativas ao sufrágio marcado para 2023.

Quisemos saber de que forma é que votariam os inquiridos se as eleições fossem agora, propondo dois
cenários distintos. Um em que PSD e CDS, partidos que sustentam o governo regional desde
2019, concorrem separados e outro em que surgem coligados, como é desejo
assumido das partes, opção que aliás foi posta à consideração e aprovada nos últimos congressos partidários de social-democratas e centristas.

O estudo com base em 601 entrevistas efectivas foi feito entre
14 e 26 de Outubro recorrendo a duas técnicas: Aplicação online –CAWI (Computer
Assisted Web interviewing) de um questionário estruturado a um painel de indivíduos
que preenchem as quotas pré-determinadas; e entrevistas telefónicas – metodologia
CATI (Computer Assisted Telephone Interviewing) do mesmo questionário devidamente
adaptado ao suporte utilizado.

A amostragem por quotas foi obtida a partir de uma matriz cruzando
sexo, idade e três zonas geográficas
distintas: Funchal; Este – Machico, Santa Cruz, Santana e Porto Santo; Oeste
– Câmara de Lobos, Calheta, Ponta do Sol, Porto Moniz, Ribeira Brava, São
Vicente.

O erro máximo da amostra é de 4%, para um grau de
probabilidade de 95%.

Terão PSD e CDS mais ou menos do que em 2019?

Nas Regionais de 2019, o PSD ganhou as eleições sem maioria
absoluta, com 39,42% dos votos que garantiram 21 deputados. O CDS obteve 5,76%
e 3 mandatos, o quanto baste para que fosse possível estabelecer uma aliança
PSD/CDS que governa a Região desde então. A soma das duas partes foi de 45,18%.

A 22 de Setembro de 2019, o PS conquistou 35,76% dos votos,
o que rendeu 19 deputados.

Os madeirenses garantiam ainda deputados ao JPP que alcançou
5,47% e 3 mandatos; e ao PCP-PEV que com 1,80%, obteve 1 mandato.

Nas últimas regionais votaram 55,51% dos eleitores
inscritos.