A união de serviços entre a TáxisRam e a Bolt está a ser “um
sucesso”. A parceria ‘oficial’ que arrancou a 15 de Setembro último, apesar de
dois meses antes haver já um projecto-piloto para medir o pulso ao mercado, vai
continuar por um ano, ainda que não se escuse às críticas, inclusive de alguns
profissionais de táxi de outras associações.

Hoje, Paulo Pereira, presidente da TáxisRam, e Nuno Inácio,
country manager de ride-hailing da Bolt em Portugal, asseguraram que “todos
saem a ganhar”, começando pelos utilizadores que ficam com mais oferta, e até com
descontos reforçados, até aos condutores. E na hora de escolher a viatura está
tudo nas mãos do utilizador.

A publicidade da Bolt pode agora ser vista em,
pelo menos, 50 viaturas de táxi. As que foram acordadas com a Direcção Regional de Transportes. Já ao contrário não é permitido, por lei. Ou seja,
nenhum veículo TVDE descaracterizado por ostentar publicidade.

“A TáxisRam mais uma vez está a acompanhar as novas tecnologias.
A visibilidade do autocolante Bolt será uma mais-valia para os motoristas de táxi
da Região”, considerou Paulo Pereira, certo que os preços aplicados vão
contribuir para toda a economia regional. Quanto à polémica, “quem quiser
acompanhar as novas tecnologias acompanha, quem não quiser vai ficar para trás”.

A entrada dos veículos TVDE no mercado regional não foi nada
consensual. Tanto que o Governo Regional se sentiu na necessidade legislar
sobre esta matéria, criando para tal um contingente. A Uber na sequência desta medida saiu do mercado regional. A Bolt ficou. “O nosso lema é estar um
passo à frente daquilo que está a ser feito”, garantiu o presidente da TáxisRam,
garantindo que em termos jurídicos não há nada impossibilite esta parceria.

Aliás, sobre a questão jurídica, Nuno Inácio, country
manager de ride-hailing da Bolt em Portugal, sublinhou que não fizeram nada sem
antes ter a certeza de que era enquadrado na lei. De futuro, e em termos
promocionais, querem dar nota deste sucesso na Bolsa de Turismo de Lisboa.