Numa altura em que o mundo enfrenta as consequências de uma guerra, além dos problemas resultantes da covid-19, o fundador do Grupo Pestana faz uma análise do momento, enquadrando a actividade do grupo que assinala amanhã 50 anos de vida.

Neste
momento temos três preocupações: a inflação, o aumento dos juros e as equipas.
— Dionísio Pestana, fundador e presidente do Grupo Pestana

Falando em Câmara de Lobos, onde está a decorrer um encontro com a imprensa, o empresário fala da forma como o grupo lida com a inflação.

A inflação... temos experiência própria como controlar, sempre aumentando as vendas,
portanto produtividade na criatividade, controlando os custos e ter um olho sempre
na tesouraria (…) e o crescimento fica congelado. Aqueles que estão em curso
temos que acabar, aqueles que estão a pensar por exemplo construir no próximo
ano, esses, vamos esperando até ao último minuto e quando tivermos a certeza, avançamos”
— Dionísio Pestana, fundador e presidente do Grupo Pestana

Já em termos de recursos humanos, Dionísio Pestana é também directo:

Em
relação às equipas, obviamente temos a nossa equipa estável depois temos que
contratar pessoal para fazer o Verão, a época alta, tudo prevê que vai ser bom,
temos que começar já no princípio da próxima semana fazer a formação e contratar
essas equipas e assumir esse risco.
— Dionísio Pestana, fundador e presidente do Grupo Pestana

Sobre
este ano, reconhece que, no princípio da época faltavam mil pessoas: “Mas quando
chegou o Verão já estávamos com as equipas completamente em equipa enquadradas
e então correu bem. No próximo ano não vamos ter essa surpresa, por enquanto”. E aproveitou para lembrar que o Grupo Pestana vai manter o Porto Santo ‘aberto’ pela primeira
vez neste Inverno.