O médico Francisco
Dionísio, mais conhecido por Kiko, explicou, esta tarde, na TEDxFunchal 2022,
que os “jovens procuram um horizonte, um sentido para as suas vidas, encontrar
o seu lugar no mundo” e que “é no sonho” que encontram esse sentido, o que “implica
partir e quebrar as amarras que os impedem de sonhar”, sendo que algumas
amarras são impostas pela família e pela sociedade.

“É
necessário trabalharmos para que os jovens tenham oportunidades de ver mais
alto e mais além. Saírem do seu mundo, da sua bolhinha e ver o mundo na sua
verdadeira dimensão. Este mundo que é um laboratório onde se experiencia. Os
jovens têm hoje uma panóplia de oportunidades de experienciar – no voluntariado,
no associativismo, na política, nos estudos, no trabalho. Têm a oportunidade de
se colocarem nos sapatos dos outros e olharem além dos seus limites”, afirmou o
orador.

O que
precisam os jovens para realizar os seus projectos de vida? Kiko citou o Papa
Francisco e disse que “é preciso os deixemos serem jovens, que se possam
conhecer a si próprios, que tenham oportunidades de conhecer a sua missão, a sua
paixão, aquilo que os move”. “Que possam conhecer aquele 1% de si que pode fazer
a diferença no mundo e pode contribuir para a construção de novos mundos.
Descubram as suas capacidades e as possam utilizar no sentido do bem”,
acrescentou.

Antigo
escutista, Kiko também citou o fundador deste movimento, Robert Baden-Powell
que defendia que temos que perguntar aos jovens e tentar compreendê-los. “Temos
que perder o medo de dividir o poder com os jovens. Não um poder fictício mas
um poder real. A pior coisa do que não envolver os jovens é fingir que estamos
a envolver”, concluiu.