Boa noite!
Com o Chega como lebre, começou a maratona em torno da revisão
da Constituição.
Já vem tarde, mas vale sempre a pena questionar o aparente definitivo
em diversas áreas. Se avançar mesmo, que seja profunda em vez de cosmética, não atente contra os
direitos, liberdades e garantias inquestionáveis e sobretudo descomplique a
vida muita emaranhada em burocracias, leis anacrónicas e em vícios de quem
teme perder o poder, por muito insignificante que seja.
Quanto ao 'timing', ficamos com a sensação que sempre que as
prevaricações ganham lastro em Portugal, as diversões concebidas para desviar atenções sobem
de tom. E se a coisa não pega com a novela em torno do hipotético fim dos vistos
gold, ou das novas estratégias para fixar nómadas digitais, nada melhor do que
servir apressadamente a requentada revisão da constituição, mesmo sem a certeza
que é desta que a adaptação à modernidade, que urge, pega de galho.
Como há muito por fazer para que possamos ser mais democratas,
mais livres e mais despachados convinha
não empapelar em demasia, sob pena de, numa simples ida à revisão, a máquina ficar pior do que estava.