"Uma situação muito delicada. Há negócios partidos, portugueses desaparecidos", começou por avançar ao DIÁRIO o cônsul honorário, João Pedro Gonçalves, do Consulado de Portugal em Los Teques, na Venezuela, relativamente às chuvas intensas registadas na madrugada deste domingo, no estado de Arágua, na Vezenuela.
O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Paulo Cafôfo, que está a acompanhar esta situação de perto, explicou, ao DIÁRIO, que nesta primeira instância o que está a ser feito é trabalho no terreno.
À embaixada e todos os funcionários do Consulado de Valência foi-lhes pedido que se deslocassem para o local, no sentido de verificarem, em primeiro lugar, as vítimas e aquilo que é a situação local. Nomes, inventariação e ajuda necessária."
"Houve muita perda em termos de propriedades e particularmente de negócios", acrescentando que existe a possibilidade de terem sido afectados negócios de madeirenses e lusodescendentes.
Neste primeiro momento são apontados 70 desaparecidos e é "muito provável que duas das vítimas sejam madeirenses" ou lusodescendentes, avançou Paulo Cafôfo, mas realça "que temos de aguardar pela confirmação".
Relativamente a pedidos de ajuda, o governante realça que, neste momento, estas estão a ser feitas no terreno. "Depois de uma catástrofe como esta, as pessoas procuram apoiar-se umas às outras e por isso é que estamos no terreno. A ajuda que está a ser solicitada é no terreno."
No que concerne às condições do local, Cafôfo informou que os acessos estão condicionados, assim como as comunicações.
As vias de acesso estão obstruídas e também estamos com problemas de comunicação de rede de telemóvel e tudo isto não facilita este trabalho"
Esclarece ainda que o governo português está com uma dupla função: "Com os meios que tem está a fazer o levantamento e a ver as necessidades para apoiar e está em contacto também com o governo da Venezuela".
A concluir refere que, neste momento, a prioridade é "é ajudar os portugueses que lá estão".

