O arquitecto Paulo David recebeu esta quinta-feira, 6 de Outubro, o Prémio de Arquitectura da Madeira e Porto Santo, edição de 2022, pelo seu projecto da passagem pedonal sobre a Ribeira de Santa Luzia, onde será colocada a condecoração.

A distinção foi atribuída na cerimónia de entrega de prémios do Dia Mundial da Arquitectura (3 de Outubro) na Casa-Museu Frederico de Freitas, pela presidente da secção Regional da Madeira da Ordem dos Arquitectos, Susana Jesus.

Na ocasião, Susana Jesus lamentou o julgamento feito à classe dos arquitectos, lembrando que muitas vezes o resultado final de uma obra não representa totalmente o projecto desenhado previamente.

Vivemos num mundo em permanente julgamento, em que os arquitectos são muitas vezes julgados sem poder responder, isto porque infelizmente os nossos projectos são amplamente escrutinados mas apenas até à fase de licenciamento, após a qual qualquer construtor, dono de obra ou utilizador pode modificar, alterar, adulterar o desenho do projecto, que muitas vezes ficam esquecidos ou se perdem e a obra que se planeou com tanto carinho no início apresenta um resulta final parcial ou totalmente díspar.
— Susana Jesus

A presidente da secção Regional da Madeira da Ordem dos Arquitectos lançou um apelo às câmaras municipais para "apertarem a fiscalização", facilitando, assim, o acompanhamento da obra pelos arquitectos, "melhorando a qualidade da paisagem do território".

Na edição deste ano do Prémio de Arquitectura da Madeira e Porto Santo estiveram em votação 18 obras de requalificação, que foram analisadas e seleccionadas por quatro jurados, José Adrião, Filipa Abrantes (em representação da Direcção Regional de Cultura), Pedro Gonçalves (Ordem dos Arquitectos) e Alexandra Gouveia (Associação de Municípios).

Foram atribuídas menções honrosas aos projectos ‘Restauro e Ampliação Edifício à Rua dos Barreiros’ de Rui Campos Matos e Jorge Ganança Pereira, ‘Remodelação e Requalificação Casa Mãe da Quinta da Casa Branca’ de Luís Vilhena, ‘Escola da Vila do Porto Santo’ de Madalena Vidigal e Diogo Amaro e ‘Reabilitação do Edifício "Museu Vicentes"’ de Raquel Oliveira.