A CDU
esteve, hoje, em reunião com a Cáritas Diocesana do Funchal, no âmbito da nova iniciativa 'Empobrecer'.

Face à
intensificação do empobrecimento na Região Autónoma da Madeira, Edgar Silva disse que "a crise económica e a crise social
exerceram uma enorme pressão sobre a saúde mental e o bem‑estar de todos os
cidadãos, sobretudo sobre os trabalhadores por conta de outrem, os
trabalhadores por conta própria, os jovens, os estudantes que transitaram para
a mão-de-obra e as pessoas mais idosas, com uma prevalência crescente de riscos
psicossociais relacionados com o trabalho e taxas mais elevadas de stress,
ansiedade e depressão".

Com os novos processos de empobrecimento cresce o
risco de depressão devido tanto à falta de emprego e de perspectivas financeiras
e educacionais como à solidão e ao isolamento social. A saúde mental está a ser
afectada por perturbações em muitos serviços, como a educação, a saúde, o apoio
social e o aumento dos factores de stress, como a insegurança financeira".
— Edgar Silva

A CDU
sublinhou que com o empobrecer "demasiadas pessoas não têm acesso a serviços
públicos de saúde mental, o bem‑estar mental atingiu o seu nível mais baixo em
todos os grupos etários, sendo a deterioração da saúde mental atribuída a
perturbações no acesso aos serviços de saúde mental, a um aumento da
instabilidade gerada pela redução de rendimentos, em contraste com o aumento do
custo de vida".

A
Cáritas do Funchal referiu com preocupação o novo perfil da nova pobreza: "as
pessoas que empobrecem trabalhando. Ou seja, cada vez mais aparecem famílias
que apesar do trabalho, sentem extrema dificuldade em garantir a inclusão
social".