À volta de seis associações dedicadas à defesa
dos direitos dos animais estão hoje reunidas, no Largo da Restauração, no
Funchal, para a segunda edição do evento ‘CausaAnimal’, promovido pelo Departamento
de Inclusão da Pessoa com Deficiência, do Instituto de Segurança Social da
Madeira, através do Centro de Actividades e Capacitação para a Inclusão (CACI)
do Funchal e do Centro de Apoio à Deficiência Profunda.
A abertura oficial do certame aconteceu esta
manhã (embora o programa tenha tido início na véspera) e contou com a presença
do presidente da Câmara Municipal do Funchal (CMF), Pedro Calado e da vereadora
do Ambiente, Nádia Coelho.
Questionado pelos jornalistas, o autarca revelou que
o número de animais abandonados no Funchal é superior a 230, valor que
corresponde à capacidade máxima do Canil Municipal do Vasco Gil, mas discorda que haja
mais abandono. Isto porque, segundo Pedro Calado, “nunca houve tanto o apoio”
às associações dedicadas à causa animal.
“Não acho muito honestamente que haja mais
abandono pelas dificuldades económicas, até porque julgo que nunca houve tanto apoio a estas associações como há hoje. Reconheço isto através do trabalho
que o Governo Regional tem feito, pelo trabalho que a Câmara Municipal do
Funchal está agora a fazer e o apoio que damos às juntas de freguesia. Há
um envolvimento cada vez maior”, disse.
A este respeito recordou que a CMF já
investiu “quase oitocentos mil euros” no apoio à causa animal, que inclui as já
anunciadas obras de requalificação do Vasco Gil, que deverão avançar ainda este
mês.
Relativamente ao evento – que decorre até amanhã,
entre as 10 e as 19 horas, estando aberto a toda a população – o autarca
destacou também o trabalho da organização.
“É um evento que procura juntar até pessoas com
deficiência que trabalham em prol da causa animal. Há muitos trabalhos que estão
aqui a ser vendidos e expostos que foram produzidos por pessoas com deficiência.
Portanto é, no fundo, um dois em um. É valorizar a inclusão das pessoas com
deficiência e valorizar o trabalho que eles fazem pela causa animal”, vincou.
Deixou ainda apelos à população, para que “aqueles
que tenham condições possam fazer a adopção de cães e de gatos”, quer junto do canil
municipal quer das associações; bem como a “todas as pessoas tenham
conhecimento [de casos de maus tratos] ajudem a divulgar estes casos, para que
através da provedoria do animal e das juntas de freguesia se possa actuar
rapidamente para dignificar a vida animal”.





