O caderno reivindicativo que o STRAMM - Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários e Actividades Metalúrgicas da Madeira apresentou aos seus associados no plenário de trabalhadores da Horários do Funchal, que teve lugar esta manhã, nas instalações da empresa, na Fundoa, foi aprovado.
O documento onde constam as reivindicações dos funcionários representados por esta estrutura sindical, nomeadamente motoristas e mecânicos, vai agora ser entregue à administração liderada por Alejandro Gonçalves, algo que, conforme adiantou Lino Gonçalves, presidente do STRAMM, só deverá acontecer na próxima semana.
Tal como o DIÁRIO já avançou esta manhã, desse caderno fazem parte os aumentos salariais para o triénio 2023/2025, na ordem dos 80 euros, bem como a redução faseada do horário de trabalho, devendo ser alcançadas as 35 horas semanais em 2025.
Isso mesmo confirmou José Manuel Oliveira, que se deslocou à Madeira para acompanhar o plenário. Aos jornalistas, o coordenador da FECTRANS - Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações, da qual o STRAMM faz parte, destacou que foram apresentadas propostas "quer do ponto de vista do aumento salarial, para a reposição do poder de compra", mas também "um conjunto de outras matérias, tal como a redução do horário de trabalho e a alteração de algumas clausulas do actual Acordo de Empresa", algumas das quais com o objectivo de "transferir para a empresa alguns custos que hoje são inerentes à profissão, como a renovação da carta de condução e a aquisição de certificados para estarem habilitados a trabalhar".
Em 'cima da mesa' nesta "reunião aberta", onde os trabalhadores puderam apresentar os seus problemas e o seu ponto de vista sobre os vários temas laborais, esteve, também, um "outro problema", que se prende com a falta de pagamento, ao longo dos anos, dos abonos variáveis, "que totaliza, em algumas contas que são feitas individualmente, créditos na ordem dos 10, 15, 20 mil euros". Aqui inclui-se, por exemplo, o trabalho extraordinário, cuja média, entende o sindicato, escudando-se na lei, deverá ser paga nos subsídios de férias e de Natal.
De acordo com o sindicato, a participação dos trabalhadores neste plenário foi a esperada, apontando para cerca de 70% dos representados pelo STRAMM.
Devido a este plenário, ao longo da manhã desta quinta-feira foram sentidos alguns constrangimentos nas carreiras de transporte público urbano, como já ontem havia sido previsto pela própria empresa.
