O líder da JSD/Madeira, Bruno Melim, assumiu hoje, na apresentação da Moção de Estratégia Global 'Agarrar o Futuro' que "um dos principais objetivos para os próximos dois anos e,
paralelamente ao cumprimento dos diferentes eixos de atuação prioritários, da
renovação interna e do reforço da militância, o aumento da nossa
representatividade na Assembleia Legislativa da Madeira (ALRAM), um compromisso que se
justifica à luz do trabalho que, ao longo dos últimos quatro anos, soubemos
desenvolver a favor de todos os jovens madeirenses mas, também, à luz de todos
os compromissos que temos por concretizar", afirmou.
O presidente
da JSD que, a este propósito, fez questão de sublinhar ser favorável a todos os
acordos que venham a ser celebrados e estar de acordo com a coligação, "desde
que isso não prejudique o espaço de renovação própria do partido que mudou a Madeira".
Dividida
em dois grandes eixos de atuação – um interno e outro de afirmação externa – a
Moção de Estratégia Global 'Agarrar o Futuro' reorganiza internamente a
estrutura, tornando-a mais funcional e ajustada aos novos tempos, define metas
claras e objetivas a atingir nos próximos dois anos – designadamente em áreas
como a Autonomia, a inovação, o emprego, a educação, a saúde e a habitação,
para alem do empreendedorismo, a economia digital e a internacionalização,
entre outras – prioriza a formação e a aposta em programas como a Universidade
Jota, pretende alargar e incentivar o associativismo juvenil e estudantil e
desperta as atenções dos mais jovens para o contributo que estes têm a prestar
à sociedade e respetiva evolução, deixando o alerta para a importância dos
jovens não se conformarem ou acomodarem e lutarem por aquilo que acreditam, sem
dar espaço aos seus adversários.
"Temos
de perceber o que é que a nossa geração está disposta a fazer e de que forma é
que pretender lutar pelo futuro da Região", disse Bruno Melim, deixando claro
que um dos grandes desafios passa, agora, por pensar em novas formas de fazer
política e de chegar a mais pessoas, até porque quanto maior for o alcance e a
representatividade, maior será a força da JSD.
"É preciso criarmos condições para que a Madeira continue a
evoluir"
"Tão
ou mais importante do que assumirmos que a Madeira mudou – graças ao PSD, mas
também, ao esforço de todos os madeirenses – é criarmos condições para
continuarmos a mudar e a corresponder aos nossos sonhos", vincou Bruno Melim,
reiterando que a Autonomia de hoje precisa de evoluir e que há um conjunto de
competências e poderes que deviam ser diferentes.
Entre
outros exemplos, o presidente da JSD/M lembrou que, do ponto de vista das
transferências do Orçamento do Estado, aquilo que é transferido para a Região "não é mais do que 8% de todo o Orçamento da Região", um valor que obviamente
faz a diferença, mas não serve para resolver problemas estruturantes. Lembrou,
igualmente, a urgência de ser criado um mecanismo capaz e inovador quanto às
acessibilidades aéreas, pelo menos no que toca aos estudantes, que não podem
continuar sujeitos a pagar 500 euros por 1 hora e meia de viagem e disse,
igualmente, que de nada serve uma Autonomia que não resolva os problemas
definitivamente. Bruno Melim que, ainda neste capítulo, reiterou, igualmente, a
pretensão da JSD para a extinção do cargo de Representante da República, a ter
em conta na próxima revisão Constitucional.
Paralelamente
e no âmbito da Moção ora apresentada, defende-se a afirmação da Universidade da
Madeira, pela via da inovação, como polo de excelência e a triangulação entre a
investigação cientifica, o tecido empresarial e o emprego. Em termos do
emprego, a economia digital, a criação e formação de novos quadros e a
capacidade de atrair e fixar os empregadores na Região mereceram especial
destaque e, na educação, o acesso, no ensino público até ao 12.º ano, aos
conteúdos em Inglês e o desenvolvimento dos movimentos estudantis e o incentivo
ao associativismo, criando condições para que a mudança comece dentro das
próprias escolas, foram outras das prioridades assumidas.
Na
habitação, destacou-se a importância das novas gerações, neste novo mundo de
trabalho cada vez mais global, privilegiarem não tanto a propriedade, mas, sim,
o acesso, sendo a habitação para os mais jovens um dos eixos prioritários para
os próximos dois anos. Ocasião em que o líder da JSD/M destacou o trabalho que
tem vindo a ser desenvolvido pelo Governo Regional e pelas autarquias lideradas
pelo PSD/M, por oposição ao PS, que, nada tem feito nesta matéria e que,
inclusive, como disse recentemente a presidente da Câmara Municipal da Ponta do
Sol, "tem horror à habitação social". "Uma vergonha", frisou.