O deputado do
PCP Ricardo Lume esteve hoje, no Bairro de Santo Amaro, para denunciar "a inércia do Governo Regional e, em particular, da empresa pública Investimentos
Habitacionais da Madeira (IHM) na resolução dos problemas dos seus inquilinos".
"Muitas têm sido as conferências de
imprensa por parte do IHM e pelo Governo Regional a referir que uma das suas
prioridades é a recuperação do parque habitacional público regional e a
construção de mais habitação social para dar resposta às necessidades de
habitação digna a mais de 6.000 madeirenses e porto-santenses", disse.
"Lamentavelmente", afirmou o deputado, "o discurso dos
governantes não está articulado com a prática e torna-se completamente
incoerente quando confrontado com a realidade dos bairros sociais que tem à sua
responsabilidade".
Em muitas das situações só não existe melhor habitação, porque o Governo Regional se demite das suas obrigações de investimento básico na manutenção e recuperação das áreas habitacionais".
Segundo o deputado, "o exemplo claro é o
que está a acontecer no Bairro de Santo Amaro, onde se agravam os problemas e
as condições de vida da população".
"Vale a pena apontar o caso concreto do Bloco
nº 10, onde há mais de seis semanas deixou de funcionar o
elevador. Apesar das muitas solicitações por parte dos moradores do prédio para
que a IHM, proprietário do imóvel, diligencie no sentido de garantir o arranjo
do elevador, pelo facto de existirem habitantes no referido edifício com
mobilidade reduzida, até ao dia de hoje nada foi feito no sentido da resolução
do problema. Apesar dos muitos apelos por parte da população para que a IHM
cumpra com as suas obrigações, a resposta necessária não se faz sentir", lamentou.
Perante estas situações que tornam
difícil a vida de tanta gente nos bairros sociais dependentes do Governo
Regional, o PCP considera "inaceitável e incompreensível o facto da IHM deixar
ao abandono os seus inquilinos no Barro de Santo Amaro".
"Já solicitamos
esclarecimentos ao Governo Regional e ao IHM sobre esta lamentável situação", revela.
Para o PCP, problemas como estes
sentidos pela população residente naquele bairro "demonstram como a
propaganda dos governantes está em desconformidade com a sua intervenção,
desligada da vida concreta das pessoas dos bairros sociais, não passando de
uma manobra para anestesiar ou promover falsas expectativas".
