Numa nota de imprensa emitida ao início desta sexta-feira, o Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal (Sindepor), anuncia a sua satisfação pelas promessas deixadas pelo secretário regional de Saúde e
Proteção Civil da Madeira, Pedro Ramos, que "garantiu ontem que será efetuado o
pagamento do subsídio de risco aos enfermeiros que trabalham nas Áreas
Dedicadas a Doentes Respiratórios (ADR). O risco a que estes profissionais estão
expostos tem subido nos últimos tempos devido ao aumento dos casos de Covid-19", recorda.

Assim, explicam, "o pagamento, agora garantido por
Pedro Ramos, foi um dos temas principais abordados na reunião entre o secretário regional de Saúde e o Sindepor", mas "do pedido de reunião enviado ao governante pelo sindicato,
há uma semana, constava ainda o entendimento de que todos os enfermeiros devem
receber subsídio de risco, tendo em conta os múltiplos perigos a que estão
sujeitos nas variadas funções que desempenham. Para Pedro Ramos, este assunto
continua em cima da mesa, pelo que se comprometeu a encontrar uma solução,
tendo em conta o risco e a penosidade que caraterizam a enfermagem".

Por outro lado, "quanto aos enfermeiros cuja
atualização de carreira ficou pendente na última negociação, nomeadamente
formadores, graduados, especialistas e outros, Pedro Ramos assegurou que todas
as situações vão ser alvo de resolução até ao próximo dia 31 de Março", fixou.

"Já sobre
o concurso para novos especialistas, reivindicado pelo Sindepor, o governante
anunciou que será aberto concurso dentro das quotas de 25% para especialistas,
mas ainda não há data para o lançamento deste concurso", realça. "Ao mesmo tempo, o
Sindepor propôs uma solução para os especialistas que ficarão fora da quota de
25%, pelo que se irá estudar a atribuição de um subsídio de 150 euros mensais a
estes enfermeiros especialistas ou outra solução alternativa".

Por fim, do caderno de encargos, "sobre a contratação de mais
enfermeiros para o Serviço Regional de Saúde, proposta pelo Sindepor e que se
tornou ainda mais premente devido ao contexto pandémico, Pedro Ramos afirmou
que o Governo Regional da Madeira esteve e está disposto para contratar os
enfermeiros que estejam disponíveis no arquipélago, embora nesta altura não
existam muitos profissionais sem trabalho", assegurou.

Apesar de não constar do pedido
de reunião enviado a Pedro Ramos, o Sindepor aproveitou para defender também "a criação de
medidas compensatórias para os enfermeiros emigrados e que queiram regressar à
Madeira", propuseram. "Esta medida não está prevista na legislação portuguesa, mas o secretário regional mostrou-se disponível para abrir concurso para enfermeiros
emigrados se for necessário".

Igualmente fora da agenda do
sindicato "é o dos enfermeiros que, no ano passado, totalizaram 10 pontos através
do sistema de avaliação SIADAP e por isso reúnem condições para subirem de
escalão remuneratório. Pedro Ramos anunciou que também espera resolver estas
situações até ao próximo dia 31 de Março", fixou.

Por último, "foi abordado o
recente descontentamento gerado pelo encerramento do bar no andar de entrada do
Hospital Dr. Nélio Mendonça, no Funchal, cujo espaço vai ser destinado a área
clínica. Sobre este tema, Pedro Ramos adiantou que está a ser procurada uma
solução em conjunto com o responsável pela exploração do bar".

O coordenador do Sindepor na Madeira ficou "muito satisfeito com os
resultados desta reunião", sendo que Evaristo Faria, "não esquece as desigualdades de que são vítimas os enfermeiros do continente", refere a nota.
“Uma palavra de apoio aos colegas do continente, que não têm tido as respostas
necessárias aos seus muitos problemas”, afirmou, citado no comunicado.

Estiveram presentes na reunião, pelo Sindepor, o já referido coordenador regional, mas também Alexandra Freitas e Óscar Ferreirinha.