No contacto com as populações, a candidatura da CDU às eleições para a
Assembleia da República, colocou em destaque a defesa e preservação do património ambiental da regional.
No encerramento de mais um dia de campanha, teve lugar um debate público subordinado ao tema 'Agir Ecologista na
Madeira', no qual intervieram Manuela Cunha, dirigente nacional do PEV -
Partido Ecologista 'Os Verdes', Marco Fernandes, candidato pelo
círculo da Madeira e a cabeça-de-lista, Herlanda Amado.
Neste encontro aberto à participação de todos, a tónica caiu na necessidade de uma maior
atenção para as questões ambientais e sua preservação, com Herlanda Amado a afirma que «a CDU tem tido um papel fundamental na
denúncia de atentados ambientais, que vão sendo cometidos por todo o País e, em
particular, na Região".
A candidata comunista apontou que "em várias situações, onde a CDU tantas
vezes esteve isolada na denúncia, não deixou de a fazer, mesmo quando outras
forças políticas desvalorizavam os ataques feitos ao ambiente. Apresentámos
propostas para garantir a defesa e preservação do nosso património ambiental,
porque um povo que vai perdendo o seu património, perde a sua identidade".
Além disso, reconheceu que "existem factores igualmente importantes
para uma Região turística como a nossa, que não se pode continuar a dar ao 'luxo' de destruir o que tem de mais valioso, as suas paisagens tão
características e cativantes, que trazem milhares de turistas todos os anos e
sendo um importante impulsionador da nossa economia. Mas, se aos poucos se
destrói o que nos torna diferentes e apelativos a um turismo virado mais para a
natureza, quem tem o poder político e que autoriza a construção de tantos
“mamarrachos” pela Região, não poderá queixar-se da diminuição dos visitantes à
nossa Região".
A verdade é que, em setembro do ano passado, a CDU denunciou o projecto para a construção de um teleférico no Curral das Freiras, e os impactos negativos ambientais e visuais que tamanha infrestrutura teria na paisagem única, para além da descaracterização que tal obra implica. A verdade é que, há data, muitas forças políticas que em plena campanha autárquica criticaram e ridicularizaram a nossa intervenção, agora “vêm atrás” e criticam aquele projecto, provando também neste exemplo, que o tempo dá-nos razão.
Herlanda Amado realçou que "muitos têm sido os atentados ambientais
perpetrados na nossa Região, desde a destruição da nossa linha costeira, com a
construção de “mamarrachos” sem qualquer respeito pela nossa paisagem e pela
identidade das pessoas que aqui vivem, ou a anunciada intervenção na baía de
São Vicente, que uma vez mais descaracterizará a paisagem, para além dos
impactos que terá junto de tantas pessoas ligadas aos desportos ligados ao mar
que ali se praticam, para além de tantos outros exemplos que poderíamos dar, na
Região e no País, da construção de infraestruturas que apenas têm em conta os
interesses económicos e sem qualquer respeito pelo património identitário de
cada Região. Temos apresentado propostas em defesa da
preservação do ambiente, sem nunca esquecer que as pessoas são parte importante
e fundamental, e todas as intervenções devem ter em conta que não existe
justiça ambiental, sem justiça social.".
