No dia em que António Costa se mostrou disponível para falar
com todos, a campanha continuou alegre. De tal forma que hoje deixamos as
palhaçadas para os experts no riso. Chegaram-nos munições que aguardam certificação.
Enquanto isso…

Uma espécie de ‘fact check’

Há muita malta a sonhar alto, à conta das sondagens. Mas como nem
tudo o que parece é, decidimos verificar o facto do dia.

As sondagens feitas à boca das urnas em dia de
voto antecipado podem ser divulgadas antes do dia 30?

Não. Os dados recolhidos só poderão ser publicados no dia 30
às 20h00 de Portugal continental e da Madeira, quando as urnas fecharem nos
Açores. Logo, se se justificar só poderão ser usadas ao mesmo tempo que os
dados que forem recolhidos no próximo domingo.

Se não podem ser publicadas antes das eleições de
domingo porque é que foram feitas?

Podem ter vários objectivos e fins múltiplos. A Intercampus
assumiu ao I que a informação será “classificada” e apenas utilizada para “uso
interno”. Rejeita, também, vendê-la a qualquer partido ou entidade privada,
acrescentando que qualquer sondagem que a InterCampus faça durante esta semana
nunca contará com a informação recolhida domingo.

Quem é que fez sondagens ontem e onde?

Sondagens de 23 de Janeiro (273 KB)

A Comissão Nacional de Eleições deixa claro quem fez e onde. Descanse,
ontem na Madeira não houve sondagens nos locais de voto.

Quem está autorizado a fazer sondagens domingo?

As empresas autorizadas a realizar sondagens junto dos
locais de voto (à boca das urnas) são:

- Universidade Católica Portuguesa – CESOP

- Intercampus - Recolha, Tratamento e Distribuição de Informação, S.A.

- GfK Metris - Métodos de Recolha e Investigação Social, S.A.

- Pitagórica – Investigação e Estudos de Mercado S.A.

E como é que estamos de sondagens longe das urnas?

Há sondagens
para todo os gostos. Mas há uma que sai amanhã encomendada pelo DN/JN/TSF que já está a ser
partilhada. Tudo porque Rio passa Costa pela primeira
vez. A coisa está renhida e a roçar o ingovernável!

O dating eleitoral

Já aqui lhe trouxemos o votómetro do Observador, o pancadómetro
do Expresso, mas hoje não fazemos por menos. “Com que programa eleitoral sairia
para jantar? O desafio é lançado pelo ‘Público’ que propõe um ‘dating eleitoral’.
Só tem que assumir o que pensa sobre algumas medidas e conhecer a sua
compatibilidade com os programas dos principais partidos. O jornal assume que
não guarda nem usa resultados para prováveis alianças ou outros fins.

Alto aí

"Da minha parte pode ter uma garantia, não porei a minha
assinatura em nenhum acordo escrito com o partido Chega”.
— Francisco Rodrigues dos Santos, líder do CDS

Banda sonora

O Iniciativa Liberal não foi ao Porto Moniz repor o M em falta na moldura onde
muitos pousam para a fotografia, antes para, naquele que é um dos pontos mais
distantes do continente português, falar de mobilidade aérea. Faz todo o sentido, pois a pitoresca vila. outrora piscatória. está apetrechada com uma das
melhores pistas verticais da Região, sem uso é certo. Para além do polémico
heliporto, há ainda o estimado comandante Timóteo Costa, num concelho que tem assumida
vocação histórica na aproximação entre os povos e lugares da ilha e do mundo. Aliás,
como todos se lembram, não há muito tempo, o edil residente, Emanuel Câmara,
reclamou pela paragem obrigatória do ferry adiado por gentes do seu partido. O
Porto Moniz diz-me tanto que quando lá vou ainda ouço o carinhoso ‘Ricardinho’,
coisa para andar de cabeça no ar entre a passagem de uma cagarra ou dos aviões!!!

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