Consequência do temporal marítimo nunca antes visto, com seis dias de forte agitação marítima e impiedosa rebentação de sul/sudeste, há a registar danos significativos na zona balnear da Quinta Calaça, a sede social do Clube Naval do Funchal (CNF).

“Na Quinta Calaça estamos com graves prejuízos e na Marina do Funchal – que é concessão do CNF - com grandes prejuízos também”, revelou António Fontes, presidente do CNF, à margem da cerimónia de inauguração da Exposição ‘Pegada Azul’ no Village da X Edição da Regata Internacional TRANSQUADRA/2ª etapa, no Cais 8 Porto do Funchal.

Com a piscina da Quinta Calaça completamente desprotegida à forte rebentação de sudeste, o dirigente estima que os prejuízos infligidos pelo mar na zona balnear possa rondar “uns 200 mil euros, senão mais”, admite.

Apesar do contratempo e de quase uma semana de forte apreensão, António Fontes recusa ‘estender a mão’ ao governo para avançar com as obras marítimas que terão que acontecer com brevidade, sob pena de comprometer a segurança da mesma.

“Temos imaginação. Nós não batemos nas entidades públicas. Nós vamos resolver os problemas com meios próprios”, afirmou.

Na página do CNF no Facebook, na última sexta-feira, dia 21 de Janeiro, quando o estado do mar dava os primeiros sinais de abrandar, ficou o aviso: “As alterações climáticas, são nos dias de hoje uma razão para nos precavermos e ainda assim poderá não ser suficiente”.