A Comissão
Política Regional do PAN Madeira "já esperava uma reação do 'pseudo' provedor do
Animal da Madeira", começa por referir uma nota enviada à comunicação social este sábado. "A sua linha de actuação é essa, reagir em lugar de agir.
Quando o 'pseudo' provedor diz que o PAN Madeira não lhe fez qualquer queixa, a
razão é simples. Como é que se pode dar crédito a um provedor que logo que o
adversário que combatia, no caso o PSD Madeira, lhe acena com um 'tacho', ele 'abana o rabo', qual canídeo em frente ao osso carnudo, e
junta-se-lhe de imediato?", questiona.
E continua: "A
verticalidade é condição essencial para estar na vida pública. O episódio que
assistimos, com esta transferência, diz tudo quando à falta de sentido ético
deste provedor. A verdade é
que muitos animais continuam nas ruas e outros tantos continuam acorrentados em
famílias que os mantêm em condições deploráveis."
O partido Pessoas, Animais, Natureza diz mais: "Quando
recebemos queixas da população apresentamos o problema a instituições que agem
muito mais rapidamente que o provedor do Animal, seja a GNR sejam os
Bombeiros. Estas instituições vão para o terreno, ao contrário do 'pseudo' provedor que está atrás de um ecrã, e pelos vistos, à espera de uma denúncia do
PAN", acusam.
Assim, defendem, "o PAN está
ao lado das instituições que continuam a funcionar sobre pressão e com recursos
limitados porque o que o governo regional soube fazer, foi criar um organismo
que só serve para gastar dinheiro dos contribuintes". E acrescentam: "Dinheiro esse que devia
ser dado como apoio às instituições sem fins lucrativos que estão no terreno,
que todos os dias salvam a vida de animais, acumulam dívidas a veterinários e
estão dependentes da bondade destas instituições privadas e dos madeirenses que
vão enviando donativos."
Continuando a desfiar os problemas, o PAN refere que "estas
instituições muitas vezes não têm alimentação para dar aos animais que acolhem,
enquanto o provedor continua sentado na sua secretária a analisar números e
relatórios que não se transmitem em utilidade pública". Além disso, garantem à população que este gabinete "custa a inenarrável quantia
de mais de 200.000 euros anuais".
O PAN "é um
partido político e não tem o dever de denunciar os problemas, mas sim promover
a implantação de dispositivos legais que defendam os animais, coisa que tem
feito desde a sua fundação, razão pela qual o panorama jurídico atual em
relação à proteção jurídica dos animais é hoje uma realidade", confia.
E concluem: "Por nós
acaba aqui, pois trata-se de uma personagem completamente descredibilizada
publicamente. Custa até a crer como é que o PSD Madeira o presenteou com este 'tacho'. Para
o PAN a proteção animal não é uma moda nem um 'tacho' é uma causa
civilizacional."
