Várias
entidades regionais marcaram presença, esta tarde, na cerimónia de apresentação
do livro “Max – Percurso e Vida Artística”, que resulta de uma extensa recolha
realizada pelo musicólogo Vítor Sardinha e cuja apresentação foi feita pela
escritora e actual directora de Serviços dos Museus e Centros Culturais, Graça
Alves.

O presidente
do Governo Regional, Miguel Albuquerque, considerou que Max “foi um dos
artistas mais internacionais de Portugal. Ele actuou em todo o lado”. Continuar
a recordar este “ícone vivo” é extremamente importante para todas as gerações.

Eduardo Jesus,
também presente na apresentação, falou sobre o espaço museológico que vai albergar
o espólio de Max, ainda que não adiantasse datas concretas para o mesmo. Mas
será uma realidade, a seu tempo.

O presidente da ALM, José Manuel Rodrigues lembrou o forte "carisma" de Maximiano de Sousa, "algo com que se nasce", vincou, expressando a admiração nutrida pelo artista, que "enchia um palco", e que teve o privilégio de conhecer pessoalmente.

“Max – Percurso e Vida Artística” traça a longa carreira de
Maximiano de Sousa desde o Funchal dos anos 30, até à sua última actuação
realizada no Teatro São Luiz em Lisboa, no dia 12 de abril de 1980. Do extenso
espólio documental e fotográfico do artista Maximiano de Sousa «Max», foram
selecionadas várias temáticas que compõem o trabalho de pesquisa que se iniciou
em 2018.

Durante três anos foi possível compilar, organizar e
sistematizar com base no acervo doado à Região Autónoma da Madeira pela família
de Maximiano de Sousa (mas também a partir da imprensa escrita, nacional e
internacional) vários trabalhos: Biografia Artística, Livro de Canções
(repertório), Colecção de Postais (temáticos: Max no Music Hall, Max no Teatro
de Revista, Max no Fado, Max na divulgação da Viola de Arame e Traje Regional
Madeirense), Levantamento Discográfico e Levantamento de Programas Radiofónicos
(arquivo da Emissora nacional).

Foi ainda reunida toda a documentação, pessoal e profissional
(o que incluiu contratos, cartas de recomendação, pedidos de colaboração
artística, cartas de agradecimento, certidões, carteiras profissionais,
passaportes, entre outros). Esta última etapa serviu também o propósito da
comunicação do artista «Max», enquanto figura pública com o meio artístico,
social e cultural do seu tempo.