Boa noite!

Este espaço de liberdade não responde a provocações, agradece
desde já aos eleitores que têm enviado contributos para que haja momentos de
alegria nesta campanha e mantém firme o propósito de honrar o pedido colectivo de
Rui Rio, reafirmando total respeito pelo apurado sentido humor dos candidatos.

Operação de branqueamento

Quem só hoje deu conta, porque recebeu o folheto em casa, temos pena. Há vários meses que ilustres
membros da cidadania activa andam a alertar os centristas para a sua lenta
absorção por parte de um PSD ávido de um projecto sem bengalas já em 2023.
Desta vez, foi o símbolo do CDS que se esfumou do manifesto eleitoral da alegada
coligação. Não há muito tempo foi a dispensa do líder Barreto da fotografia de
família quem tem Albuquerque como cabeça-de-cartaz. E assim vai uma aliança,
selada com separação de bens.

Furiosos com o aluguer

O Fórum Machico é gerido pelo Governo do PSD-CDS através de
uma sociedade de desenvolvimento. Daí o espanto de muito boa gente da máquina
do poder ao vê-lo transformado numa espécie de arraial socialista. A intriga
está instalada e a fúria vai sobrar para alguém. Leia bem o que registamos: “Quem
é que alugou o auditório do Fórum ao PS e revelou um apagão mental sem
precedentes em termos políticos? Isto é a mesma coisa que o Pedro Calado permitir
que o Sérgio Gonçalves faça um comício no Teatro Baltazar Dias”. Nivalda que se
cuide.

Curto-circuito

Um problema com a energia interrompeu ontem durante minutos o
debate dos 11 partidos sem assento parlamentar que decorreu na RTP. O curioso é
que o apagão ocorreu pouco tempo depois de Élvio Sousa, do Juntos Pelo Povo
(JPP), falar sobre o preço da luz. A luta inglória em torno do IVA da electricidade
rendeu finalmente uns segundos de fama.

Um asteróide televisivo

O post é eloquente, tipo champoo e amaciador, e por isso não
há muito mais a dizer. Contudo, já que falamos de televisão, registamos que um repórter
vindo de fora tenha dito ontem na SIC Notícias que Paulo Cafôfo perdeu a Câmara
do Funchal e por isso demitiu-se. É grave haver malta instruída que não tenha
dado conta que Miguel Silva Gouveia foi presidente e candidato à CMF.

Quem não tem Rio vai buscá-lo

Foi preocupante ver candidatos social-democratas madeirenses a
denotarem um sentimento de abandono por não terem Rui Rio por perto. Gabam-se
de não precisarem de tutores, acusam António Costa de vir muitas vezes, mas no
dia em que os socialistas exibiram selfies com o secretário-geral do PS, desataram
a partilhar fotos de Rio em campanha em
Castelo Branco ou em Braga.

O partido que tudo pinta

Há gente que não tem emenda e acha que tudo pode na democracia
que renega com actos abusivos.

No período legal de campanha, as candidaturas beneficiarem de
meios adicionais, tais como: tempos de antena e espaços especiais para afixar
propaganda e de uma especial protecção na atividade de campanha.

Mas não vale tudo. Por exemplo, é proibido afixar propaganda e
fazer inscrições e pinturas murais em monumentos nacionais, nos edifícios
religiosos, nos edifícios sede de órgãos de soberania, de regiões autónomas ou
do poder local, nos sinais de trânsito ou placas de sinalização rodoviária, no
interior de quaisquer repartições ou edifícios públicos ou franqueados ao
público, incluindo os estabelecimentos comerciais.

Isto porque as câmaras municipais e as juntas de freguesia
devem disponibilizar espaços adicionais, distribuídos equitativamente pelas
candidaturas, destinados à afixação de propaganda durante o período legal da
campanha.

No Funchal há uma candidatura que ocupou os espaços que não
lhe pertencem. Nada que um reles diluente não resolva.

A banda sonora

Anda o PAN Madeira convicto que o questionável transporte de
gado por via marítima para a Madeira é uma questão comercial, só para que o
bife seja tenrinho, desconhecendo porventura o que está regulamentado no âmbito do POSEI; andam alguns notáveis ex-governantes madeirenses em grandes negócios que envolvem pintos e
bisalhos num aviário projectado para Machico que ainda vai dar que falar; andam
candidatos sempre que há eleições a distribuir raticida de fartura… quando dos Açores
surge a voz autorizada do vice-presidente do Chega e cabeça-de-lista a deputado
do partido de André Ventura nos Açores, José Pacheco, a defender as Touradas, assim
como o bem estar dos carrapatos, dos ratos, das pulgas e das térmitas. Isto é
muito mais do que música para alguns ouvidos.

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