Foram
entregues esta tarde, no Museu de Fotografia da Madeira – Atelier Vicente’s, os
três prémios e certificados do concurso amador de fotografia promovido pela
Secretaria Regional de Turismo e Cultura, através daquele museu, em parceria
com a Galeria Marca de Água.
A
iniciativa que teve como tema 'Retrato – Do Singelo ao Plural', visava o
incentivo da prática da fotografia, como ferramenta preponderante na
sensibilização para a importância da Arte e do Património e teve como
inspiração a 'máquina em madeira com doze lentes', que integra o acervo do
Museu de Fotografia da Madeira.
O
júri baseou a sua avaliação em critérios técnicos e de
criatividade e originalidade no tratamento dos temas ou assuntos interpretados e decidiu atribuir o primeiro
prémio do concurso a Paulo Fernandes, o segundo prémio a Fernando Fortes e o
terceiro prémio a Ana Maria Ferreira. Foram também entregues vários
certificados a vários participantes, perfazendo o total de uma dezena de distinções.
Diogo
Goes, em representação da Galeria Marca de Água, agradeceu pela oportunidade
criada com a parceria em referência, acrescentando que "duas instituições que
estão situadas na mesma rua não poderiam estar de costas voltadas".
Referiu ainda que o mote invocado no concurso, com uma máquina fotográfica de
doze lentes, convocava os concorrentes não para fazer representações unicamente
com a tipologia de retrato, mas sim "que interpretassem o que é esta ideia de
retratar a vivência humana e a sua inserção na sociedade".
Já
o secretário regional de Turismo e Cultura, Eduardo Jesus, recordou que este
concurso surgiu "como um desafio à presença da fotografia para além do que
poderia ser uma presença museológica estrito senso, que nesta casa se guarda e
que nesta casa se promove. Entendemos que a fotografia não é apenas aquilo que
já conhecemos e que é tal memória que está depositada em mais de três milhões
de positivos e negativos que perfazem o património especial da Região, mas a
fotografia é, acima de tudo, uma expressão de cultura e, nesta caso, de arte em
que se desafia pessoas e a dividir connosco uma perspectiva", acrescentou o
governante.
Eduardo
Jesus salienta que este concurso foi, sobretudo, uma forma de manter viva e de
forma continuada a fotografia ao serviço da sociedade. "A fotografia acontece
todos os dias e pelas mais diversas razões e, a verdade, é que sobre o mesmo
tema ou objeto, existem leituras completamente diferentes. E é essa a riqueza
que nos deixa esta arte". E foi a riqueza da diversidade de olhares que o
governante salientou como o resultado deste concurso.
O
governante aproveitou para agradecer a todos aqueles que participaram no
concurso e para felicitar os três premiados, salientando as parcerias entre as
instituições, neste caso específico entre o Museu de Fotografia da Madeira e a
Galeria Marca de Água.
